Publicidade
Manaus
Manaus

Após 37 dias interditada devido a vazante do rio, praia da Ponta Negra será reaberta neste sábado

Praia perene da Ponta Negra foi interditada no dia 28 de outubro por causa de um TAC assinado pela Prefeitura que não permitia banhistas no local com o rio medindo menos de 16 metros 05/12/2015 às 15:35
Show 1
Prevista inicialmente para ficar fechada por um mês e meio, praia da Ponta Negra permaneceu interditada durante 38 dias. Na foto, 1º dia de interdição
acritica.com Manaus (AM)

A primeira etapa da da praia do Complexo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, interditada desde o dia 28 de outubro deste ano devido à seca do rio Negro, será reaberta às 8h deste sábado (5), confirmou a Secretaria de Comunicação (Semcom) da Prefeitura de Manaus, por meio de nota enviada à imprensa nesta sexta-feira (4). A cota atual do rio é de 17,1 metros.
 
Segundo informou o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) na época do anúncio da interdição, o ato tinha como base o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2013, junto ao Ministério Público Estadual (MPE), que determina que, por medida de segurança, o balneário só pode ser aberto ao público quando o rio Negro estiver acima da cota de alerta da vazante, de 16,40 metros. No fim de outubro, a cota do Negro estava em na casa dos 15 metros.

O diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Roberto Moita, órgão que cuida da gestão do complexo Ponta Negra, lembrou que a proibição do banho na praia foi uma preocupação para resguardar a população. “Agora que as condições voltaram à normalidade, a praia está liberada completamente”, destacou.

O secretário-chefe do Gabinete Militar da prefeitura, coronel Fernando Farias, explicou que, com a liberação, toda a estrutura do balneário volta a funcionar na mesma dinâmica anterior, com Corpo Permanente de Segurança com salva-vidas, bombeiros, equipes de atendimento em saúde de plantão, Guarda Civil Metropolitana e Policia Militar na área da praia, até às 17h, quando o banho é permitido. Depois desse horário, para segurança do usuário, é proibido entrar no rio. 

“Vamos seguir cumprindo o Termo de Ajustamento de Conduta que determina o uso da praia até às 17 horas, sempre auxiliando o Corpo de Bombeiros no seu trabalho de monitoramento, ou seja, colocaremos em prática o procedimento padrão que era adotado antes da interdição”, disse Farias.

Vazante
 
Enquanto a praia estava fechada, o rio chegou a subir além da cota dos 16 metros, em meados deste mês de novembro. Porém, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) disse, no último dia 16, que embora rio tenha alcançado a cota de 16,65, “foi considera o fenômeno do 'repiquete', quando o rio volta a desce após subida repentina”, e por isso não havia previsão para liberação.
 
O superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Antônio de Oliveira, confirmou que a vazante abaixo dos 16 metros colocaria os banhistas mais próximos de buracos e depressões, que continuam a existir na praia da Ponta Negra. Agora, com a cota medindo 17,1 metros, é novamente seguro curtir a praia e o rio Negro, segundo a Prefeitura.

Em dezembro, o rio Negro subiu 24 centímetros, mais que o dobro do que encheu no mês de outubro, quando registrou-se a subida de apenas 11cm. Em novembro, a subida foi de 87cm, segundo medição feita no Porto de Manaus. Desde o dia 24 de novembro o rio Negro apresenta subida diária.

Interdição durou mais de 1 mês

Foram 37 dias de interdição, quando a previsão inicial era de 45 dias. Neste período, banhistas precisaram buscar refúgios em outros balneários e praias da capital amazonense e sua Região Metropolitana - como as praias da Lua, Tupê, Açutuba e Japonês, essas duas últimas em Iranduba -, além de ultrapassarem constantemente a faixa de bloqueio da segunda etapa da praia da Ponta Negra, fechada desde que o local entrou em obras, ainda em 2010.

Aviso de segurança ignorado por banhistaS. Evandro Seixas

Nos finais de semana, centenas de pessoas tomam banho e curtem a segunda etapa da praiaainda não entregue, entre tratores e canteiros de obras. De acordo com um cabo do Corpo de Bombeiro que realizava a fiscalização na área da primeira etapa do balneários, a situação é comum e ocorre diariamente, apesar de que os Bombeiros não são responsáveis por fiscalizar essa área.

O tenente do Corpo de Bombeiros Janderson Lopes explicou que mesmo durante a interdição, a corporação manteve o posto de atendimento e esteve de plantão com homens no local para orientação do público. Segundo o tenente, a presença dos bombeiros  salva-vidas será intensificada nos próximos dias.

“A instituição é responsável por delimitar as áreas de banho com boias, deixando margens de segurança para a população na praia liberada. Nos finais de semana, 20 homens da corporação atuam na praia e durante a semana a média é de dez bombeiros. O trabalho de acompanhamento continuará com lanchas, jet sky e pranchões na água”, explicou.

2ª etapa da praia em obras

A Seminf informou, ainda, que continua tocando as obras de aterro na segunda etapa da praia perene. As obras foram intensificadas durante a vazante do rio, que possibilitou a continuidade da ampliação da praia.
 
Os problemas com o aterro da praia da Ponta Negra - que foi revitalizada para ser uma praia perene - tiveram início após a conclusão da reforma da primeira etapa do balneário, em 2012, que demandou um aterro, feito com areia. Entre a inauguração da primeira etapa e a assinatura do TAC, 16 banhistas morreram afogados.

Publicidade
Publicidade