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Após a prisão de seis e morte de um, investigações seguirão para localizar último envolvido na morte de PM

"Agora iremos atrás do outro suspeito que também atirou e já foi identificado, mas ainda não podemos divulgar, pois segue em sigilo para não atrapalhar os trabalhos e daremos por encerrado o caso. É só questão de tempo", informou o delegado geral de Polícia Civil, Orlando Amaral 08/08/2015 às 15:14
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O delegado titular da DERD, Adriano Felix, esclareceu durante coletiva de imprensa, a morte de um dos atiradores, identificado como Kelvin.
Kamyla Gomes ---

Após a prisão de seis pessoas envolvidas na morte do sargento da Polícia Militar, Afonso Camacho Dias, 44 anos, ocorrido no dia 17 de julho, durante uma ‘Saidinha de banco’, e a morte de Kelvin Gamenha Peixoto, 23, na noite da última sexta-feira (7), a Polícia seguirá com buscas para localizar último envolvido no caso, que ainda segue foragido.

O delegado geral de Polícia Civil, Orlando Amaral, informou durante coletiva de imprensa realizada às 14h, deste sábado (8), na sede da Delegacia Geral, que o último suspeito já foi identificado, mas as investigações seguem sob sigilo.

“Montamos a primeira fase que foi a prisão dos seis, a segunda fase foi a caçada ao Kelvin que estava em uma mata, no Iranduba, e foi alvejado após reagir contra a polícia. Agora iremos atrás do outro suspeito que também atirou e já foi identificado, mas ainda não podemos divulgar, pois segue em sigilo para não atrapalhar os trabalhos e daremos por encerrado o caso. É só questão de tempo”, informou.

O delegado descartou também a possibilidade da quadrilha com a onda de homicídios. “Não tem relação nenhuma com esses que foram presos e a investigação está com a SSP-AM”, finalizou.

Esclarecimentos

Apontado como um dos atiradores do sargento, Kelvin, que estava armado com um calibre 38, foi localizado pelos policiais da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) e Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) em um matagal de uma comunidade em Iranduba, por volta de 23h de ontem.

“Contamos com o apoio tanto da PC quanto a PM. No primeiro momento os policiais deram voz de prisão e ele reagiu efetuando dois disparos contra a equipe, quando reagiram e efetuaram três disparos que atingiram o suspeito”, esclareceu o delegado titular da DERFD, Adriano Felix.

“Nós socorremos e no momento que colocamos ele no barco, ainda estava vivo, e é um procedimento de segurança nosso algemar, porque poderia cair dentro do rio, e também por ser um suspeito de alta periculosidade. Após isso, o encaminhamos para o Hospital Hilda Freire de Iranduba”, relatou o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, os seis envolvidos confirmaram a participação de Kelvin no crime.

1° fase da operação

Na primeira fase, foram presos o Sérgio Silva de Sales, 34, o “Foró”, desempregado; Marcelo Augusto Cabral Santos, 18, desempregado; Luiz Paulo do Nascimento, 27, mototaxista; Fabrícia Alves da Costa, 26, a “Biti”, dona de casa; Carlos Thiago Teixeira da Silva, 26, mototaxista; e Alex Sandro Santos de Castro, 26, técnico em refrigeração. 

Entenda o caso

Três homens em fuga mataram o sargento com três tiros logo após o assalto. Eles levaram R$ 60 mil do policial. O Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) informou que o sargento, que estava de folga, fazia o transporte de valores para uma empresa no dia. O sargento trabalhava em uma escola da PM no bairro Grande Vitória, Zona Norte da capital.

Um homem chegou a ser preso apontado pela Polícia Militar (PM) como um dos envolvidos no dia 27 de julho. Ele permaneceu preso por outros crimes, mas a participação dele na morte de Camacho foi logo descartada.


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