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Após abate de onça, ONG Pata vai processar o Comando Militar do Amazônia

No último sábado, ao menos 100 pessoas participaram da manifestação #SomosTodosJuma, na praça do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), na Zona Oeste. O ato foi organizado pelas redes sociais 27/06/2016 às 12:53 - Atualizado em 27/06/2016 às 15:07
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A Pata já protocolou um requerimento para solicitar esclarecimentos ao CMA / Foto: Jander Robson
acritica.com Manaus (AM)

A ONG Proteção, Adoção e Tratamento Animal (Pata) vai organizar uma ação civil pública para responsabilizar o Comando Militar da Amazônia (CMA) e os demais órgãos envolvidos na cerimônia da passagem da tocha olímpica, que ocorreu na semana passagem, pelo abate da onça Juma, que participou do evento.

No último sábado, ao menos 100 pessoas participaram da manifestação #SomosTodosJuma, na praça do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), na Zona Oeste. O ato foi organizado pelas redes sociais.

Os manifestantes seguraram cartazes em frente a área Militar e pediram o fim da exposição de animais silvestres ao público. "Não somos contra o exército ou o trabalho que os militares realizam. Somos contra a exploração desnecessária de um animal que está ameaçado de extinção", explicou a presidente da ONG Proteção, Adoção e Tratamento Animal (Pata), Joana Darc.

A ONG protocolou um requerimento de esclarecimento ao Comando Militar da Amazônia (CMA), mas não recebeu resposta. Agora, os protetores estão organizando uma ação civil pública. "Vamos abrir um processo envolvendo não só o CMA, mas todos os órgãos envolvidos no evento, como a Rio 2016, órgãos de proteção ambiental e Prefeitura", completou Joana.

Fim da exposição

A ortopedista Altamini Salum, protetora de animais independente, conta que também é contra a exposição de animais silvestres. "A dor foi muito grande. Nos entristece saber que perdemos o símbolo da Amazônia por conta de um evento que envolveu fogo e multidão. O Exército Brasileiro tem que parar de levar os animais aos desfiles e outros eventos. Onça não é mascote", disse.

Os manifestantes também confeccionaram uma onça de isopor, representando o Juma. "O objetivo principal é acabar com essas exposições para evitar mais mortes desnecessárias como essa", disse Nete Moura, do grupo Protetores de Animais de Manaus.

Tocha olímpica

A onça-pintada Juma foi abatida após ter avançado em um militar, ao sair da jaula no zoológico localizado dentro do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), na semana passada. A onça participou da cerimônia de apresentação da Tocha Olímpica no Cigs, na semana passada, o que causou polêmica nas redes sociais.

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