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Após abertura de nova via e sem semáforos, cruzamento de ruas no Japiim causa risco de acidentes

Com fluxo mais intenso após abertura de nova via, e com semáforos fora de funcionamento, motoristas cometem irregularidades e podem provocar acidentes 28/05/2015 às 11:00
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A prefeitura instalou semáforos, mas os equipamentos não funcionam
Kelly Melo Manaus

Basta ficar alguns minutos no cruzamento entre as avenidas Waldomiro Lustosa e Manaus 2000, no Japiim, na Zona Sul, para ver o “festival” de irregularidades que motoristas de veículos de pequeno e grande porte promovem. Sem sinalização vertical em funcionamento nas vias, a confusão piora nos horários de pico.

O problema se agravou porque o Instituto Municipal de Trânsito (Manaustrans) instalou sete semáforos no cruzamento das avenidas, há aproximadamente dois meses. No entanto, eles não entraram em operação e, agora, os motoristas travam uma verdadeira “guerra” pela preferência. “Aqui ninguém se respeita e o congestionamento é intenso o dia inteiro. O sinal não funciona e fica aquela bagunça em qualquer horário”, reclamou o taxista Raimundo Silva, 53, que utiliza a Manaus 2000 como rota de fuga para chegar ao bairro Crespo, na Zona Sul.

Para ele, a situação se agravou desde a abertura da nova avenida, pois o número de veículos na pista aumentou. “Às vezes ficamos mais de 25 minutos presos no trânsito com cliente no carro e o taxímetro rodando. Infelizmente, não há nada que possamos fazer, pois esse caminho seria uma alternativa para não cair no congestionamento”, relatou o taxista.

A CRÍTICA constatou que carros de passeio, caminhões, caçambas e até motocicletas costumam fechar o cruzamento, às vezes fazendo manobras perigosas, tanto para seguir no sentido Distrito Industrial, quanto para acessarem a Manaus 2000 até a avenida Silves, no Crespo, ou para seguirem pela Waldomiro Lustosa, no Japiim.

Os pedestres também se arriscam porque no trecho não existem faixas para pedestres.  “Uma vez ou outra acontecem acidentes aqui por causa disso. O pedestre não tem um local seguro para atravessar, então  se arrisca no meio dos carros”, afirmou o industriário Carlos Frank, 36.

Fiscalização

Não bastasse o cruzamento perigoso, outros motoristas também reclamam do excesso de velocidade. De acordo com  Carlos Ferreira da Silva, 77, alguns costumam a trafegar no trecho a mais de  100 km/h. “A prefeitura precisa fiscalizar mais e melhorar a sinalização. Aqui, por exemplo, o limite de velocidade deveria ser 40 km/h, mas tem gente que passa a 100 km/h. A malha viária deveria ser ampliada porque temos muitos carros na pista e pouco espaço”, opinou o motorista.

Moradores do local acreditam ainda que a presença de agentes de trânsito poderia ajudar a aliviar o fluxo dos veículos, pelo menos nos horários de pico. Segundo o borracheiro Renen Silva, 34, os agentes conseguiram organizar o trânsito do local.  “É simples resolver esse problema, basta a prefeitura querer”, afirmou ele, que criticou ainda a ausência de faixas de pedestres.

Ajustes

De acordo com o Manaustrans, os semáforos ainda não foram ligados porque ainda faltam realizar alguns ajustes internos dos equipamentos, como o tempo em que cada sinal vai abrir e fechar para o motorista.

Prazo

 O diretor-presidente do  instituto, Paulo Henrique Martins, informou que esse procedimento deve ser concluído na próxima semana e, a partir de então, os sinais vão funcionar normalmente.

Temporária

Enquanto os sinais luminoso não entram em operação, o Manaustrans também informou que  vai verificar,  junto à Diretoria de Operações, a possibilidade de agentes de trânsito realizarem o ordenamento do trânsito para evitar o congestionamento e possíveis acidentes na área.

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