Segunda-feira, 23 de Novembro de 2020
EMBATE POLÍTICO

Após ação em ônibus, Alberto Neto e Costa e Silva trocam acusações nas redes

Candidato a vice-prefeito, Costa e Silva acusou o candidato a prefeito Alberto Neto de ter feito 'marketing político' com a ação policial no ônibus. “Aqui é sangue de polícia! Não faço politicagem”, respondeu Alberto Neto durante live



dabeab73-6ccd-4057-9788-234d160302e4_741A6207-FBB9-40CF-BAFA-8B6E39648AF9.jpg Foto: Reprodução/Internet
08/10/2020 às 10:48

Em postagens publicadas nas redes sociais, o delegado de Polícia Civil e candidato a vice-prefeito de Manaus pelo Patriota, Costa e Silva, e o deputado federal candidato a prefeito, Alberto Neto (Republicanos), trocaram acusações e farpas, nessa quarta-feira (7). “Toma vergonha na cara, rapaz, aqui é sangue de polícia!”, afirmou o deputado, em resposta às acusações de Silva, que afirmou que a polícia não pode “ser usada como trampolim ´marketeiro´ para favorecer um candidato”.

Em uma rede social, Costa e Silva publicou um post no qual afirmou que se deslocou a unidades policiais da capital para verificar se “a prisão efetuada pelo candidato à prefeitura é estratégia de campanha e marketing político”. No post, Silva afirmou que não encontrou apresentação de ocorrências no 11º e 14º Distritos Integrados de Polícia (DIP) até o horário de 13h de ontem. “Não há boletim de ocorrência, nem procedimento policial sobre essa tentativa de roubo”, escreveu.



Silva afirmou, ainda, que o tipo de conduta empregado por Neto pode ser caracterizado como infração eleitoral, “porque os candidatos precisam se desincompatibilizar de suas funções para concorrer ao cargo eleitoral, e a polícia não pode ser usada como trampolim ´marketeiro´ para favorecer um candidato”.

O delegado disse também que, segundo informações de pessoas que estavam na ocorrência, no momento em que ela aconteceu, tudo já estava sob controle, quando Alberto Neto passou pelo local, teria visto a situação e decidiu parar e tirar fotos. “Pareceu muito uma encenação para conseguir subir nas pesquisas e ganhar o voto do eleitor”, afirmou Costa e Silva.

Além do texto publicado, o delegado também compartilhou um vídeo no qual conversa com um homem apontado por ele como o suspeito de ter realizado o roubo ao ônibus abordado por Alberto Neto. O indivíduo afirmou que a polícia não encontrou celular roubado com ele. “Eu não sou nenhum vagabundo, não, apenas um trabalhador e pai de família”, disse.

“Você já foi assaltado no ônibus?”

Em live intitulada “você já foi assaltada no ônibus?”, Alberto Neto afirmou ter vários opositores. “É normal surgir fake news e ataques. Até delegado protegendo suspeito, nós temos”, disse, em referência às colocações feitas por Costa e Silva.

“Esse povo da esquerda vive num mundo diferente, onde eles têm acesso à segurança e não utilizam transporte público. Quem utiliza ônibus sabe que isso acontece todo dia. Aí vem um delegado querer suspeitar da minha conduta policial, só porque é candidato a vice-prefeito de outra chapa. Toma vergonha na cara, rapaz, aqui é sangue de polícia! Se eu ver alguém correndo perigo, eu vou agir”, afirmou.

Publicada às 22h03 no Facebook, e também transmitida pelo Instagram, a live durou pouco mais de meia hora. Durante a transmissão, Neto exaltou o trabalho da Polícia Militar (PM) no combate ao crime e citou números de assaltos a ônibus.

O candidato afirmou que estava em um evento localizado no bairro Coroado, na Zona Leste de Manaus, quando um ônibus parou ao lado dele. “[O motorista] começa a buzinar, pedindo socorro, estava uma confusão dentro do ônibus. O sangue de policial falou mais alto. Quando escutei barulho, [pensei] ‘é assalto’. Puxei minha arma e não pensei duas vezes. Fiz o que fui treinado a minha vida toda”, disse.

Neto afirmou que policiais militares fizeram revista no ônibus, dentro do qual a suposta vítima do assalto apontou o suspeito como ladrão.

O candidato defendeu a atitude tomada diante da ocorrência ao afirmar que fez o papel como policial, citando o porte de arma de fogo que possui como uma das justificativas à ação. “Eu tenho história na polícia militar. Sou um oficial respeitado. Sou deputado federal, sou vice-líder do governo Bolsonaro. Não faço politicagem, não”.

Durante a transmissão, Neto descreveu algumas propostas de campanha, além de se defender das acusações feitas por Costa e Silva.

Neto afirmou, também, que chegou à ocorrência do suposto roubo junto dos policiais militares que atenderam o caso.

Nota da Polícia Civil (PC)

Em nota, a Polícia Civil do Amazonas (PCAM) informou, que, de acordo com Boletim de Ocorrência (BO) registrado no 14º DIP, um homem de 27 anos, que não teve a identidade divulgada, foi detido na manhã de quarta-feira, sob a suspeita de ter furtado o celular de um indivíduo de 36 anos, dentro de um ônibus da linha 651, que transitava pela avenida Cosme Ferreira.

De acordo com o BO, a vítima informou que estava no ônibus, e, ao longo da viagem, percebeu que estava sem o aparelho celular. Em seguida, pediu o aparelho emprestado a outro passageiro e ligou para o dele, que tocou próximo de outros três indivíduos dentro do coletivo.

A vítima, então, deslocou-se até eles, e, durante confusão gerada pela ocorrência, dois homens conseguiram fugir e o terceiro foi detido. O suspeito não estava com o celular da vítima, ainda segundo relato dela. 

A PCAM informou, ainda, que o suspeito foi levado ao 14º DIP, onde o caso foi registrado como furto. O detido foi libertado, por não estar em posse do aparelho e não se encontrar em situação de flagrante. “A equipe policial dará continuidade às diligências para recuperar o celular da vítima”, afirmou a polícia.


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