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Após apagão em galpões, escolas usam alegorias para protestar

A energia foi suspensa por diversas irregularidades que tornam a situação “de alto risco para a segurança” dos que freqüentam os galpões onde são feitos carros para o desfile em Manaus 05/02/2013 às 21:51
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As escolas tiveram que adiantar os trabalhos mesmo no escuro
acritica.com Manaus (AM)

Após quase seis horas sem energia, as escolas de samba de Manaus usaram algumas alegorias da agremiação Sem Compromisso para fechar a passagem na Alameda do Samba, ao lado do Sambódromo, na Zona Centro Oeste de Manaus, no fim da tarde desta terça-feira (05). A energia foi reestabelecida por volta das 20h, com ajuda de geradores, e todos os oito barracões voltaram a funcionar a pleno vapor ainda na noite desta terça.

De acordo com as equipes de funcionários das escolas, o protesto foi pacífico. “Através dele pudemos chamar atenção das autoridades para que a energia pudesse voltar e prosseguirmos os trabalhos. Estamos em reta final e não podemos parar. Vamos trabalhar dia e noite para colocar a nossa escola linda do jeito que deve ser”, declarou o coordenador da comissão de frente da escola Reino Unido, Samuel Cardoso.

O carnavalesco da Presidente Vargas, Edimundo Martins, disse que por conta do apagão a produção ficou prejudicada. Eles que carregam a responsabilidade de abrir o Carnaval de Manaus tiveram que completar o trabalho como podiam. “Todas as escolas estão atrasadas por conta da verba e ainda temos este problema. Adiantamos os adereços dos carros e outros trabalhos que não precisavam de energia para que sexta esteja tudo concluído”, explicou.

O fornecimento de energia foi suspenso após a constatação de diversas irregularidades durante inspeção. Entre elas: fiações irregulares; quadros de entrada e disjuntores dos barracões danificados; caixas de energia expostas; conexões de cabos abertas e próximas a materiais como madeira seca, papéis e outros de fácil combustão, as quais tornam a situação “de alto risco para a segurança” dos que frequentam o local. 

Conforme comunicado enviado na tarde desta terça-feira (5) à imprensa, a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) informa que, embora tenha quitado sem atrasos nos últimos dez anos as contas de luz relativas ao consumo no local, a concessionária decidiu pela suspensão durante inspeção.


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