Sábado, 07 de Dezembro de 2019
Manaus

Após apagão em galpões, escolas usam alegorias para protestar

A energia foi suspensa por diversas irregularidades que tornam a situação “de alto risco para a segurança” dos que freqüentam os galpões onde são feitos carros para o desfile em Manaus



1.jpg As escolas tiveram que adiantar os trabalhos mesmo no escuro
05/02/2013 às 21:51

Após quase seis horas sem energia, as escolas de samba de Manaus usaram algumas alegorias da agremiação Sem Compromisso para fechar a passagem na Alameda do Samba, ao lado do Sambódromo, na Zona Centro Oeste de Manaus, no fim da tarde desta terça-feira (05). A energia foi reestabelecida por volta das 20h, com ajuda de geradores, e todos os oito barracões voltaram a funcionar a pleno vapor ainda na noite desta terça.

De acordo com as equipes de funcionários das escolas, o protesto foi pacífico. “Através dele pudemos chamar atenção das autoridades para que a energia pudesse voltar e prosseguirmos os trabalhos. Estamos em reta final e não podemos parar. Vamos trabalhar dia e noite para colocar a nossa escola linda do jeito que deve ser”, declarou o coordenador da comissão de frente da escola Reino Unido, Samuel Cardoso.



O carnavalesco da Presidente Vargas, Edimundo Martins, disse que por conta do apagão a produção ficou prejudicada. Eles que carregam a responsabilidade de abrir o Carnaval de Manaus tiveram que completar o trabalho como podiam. “Todas as escolas estão atrasadas por conta da verba e ainda temos este problema. Adiantamos os adereços dos carros e outros trabalhos que não precisavam de energia para que sexta esteja tudo concluído”, explicou.

O fornecimento de energia foi suspenso após a constatação de diversas irregularidades durante inspeção. Entre elas: fiações irregulares; quadros de entrada e disjuntores dos barracões danificados; caixas de energia expostas; conexões de cabos abertas e próximas a materiais como madeira seca, papéis e outros de fácil combustão, as quais tornam a situação “de alto risco para a segurança” dos que frequentam o local. 

Conforme comunicado enviado na tarde desta terça-feira (5) à imprensa, a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) informa que, embora tenha quitado sem atrasos nos últimos dez anos as contas de luz relativas ao consumo no local, a concessionária decidiu pela suspensão durante inspeção.



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