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Após assassinato de vigilante, moradores do Manôa pedem por paz e segurança em protesto

“A criminalidade tem piorado e queremos mais segurança”, disse um morador. O vigilante Wagner Lourenço, 27, morreu vítima de latrocínio com um tiro na cabeça 01/08/2015 às 18:45
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Após assassinato de vigilante, moradores do Manôa pedem por paz e segurança em protesto
Isabelle Valois Manaus

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Aproximadamente 50 moradores do conjunto Manoa, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, realizaram na tarde deste sábado (1º) uma manifestação pedindo paz e mais segurança para comunidade. O ato foi realizado na rua Francisco de Queiroz, mas conhecida como rua principal do Manoa.

O presidente do bairro Manoa, André Macedo, contou que os moradores decidiram realizar a manifestação e chamar atenção do poder público após o assassinato do vigilante Wagner Lourenço, 27, morto com um tiro na cabeça durante um latrocínio na última quinta (30). Outro homem, Rodrigo Cirino, também foi alvejado, mas sobreviveu.

“Não aceitamos o que está acontecendo no conjunto, todos os dias somos vítimas de assaltos, algo precisa ser feito, pois a criminalidade tem piorado e queremos mais segurança”, disse o presidente do bairro.


André Macedo é o presidente do bairro Manoa

Os moradores criaram três grupos no Whatsapp e uma página de notícias no Facebook para compartilhar e repassar informações à polícia sobre a criminalidade. Na última sexta (31), a Polícia Militar lançou um aplicativo de celular com o mesmo fim.

“Estamos utilizando as ferramentas de comunicação como forma de segurança. Quando sabemos de alguma ocorrência colocamos nos grupos e de imediato repassamos para o comandante da 6° Cicom, que encaminha uma viatura para o local”, explicou Fabrício Sampaio, morador.

O tenente da 6° Cicom (Companhia Interativa Comunitária), Tasso Alves, disse que isso tudo que está ocorrendo é questão de valores. “O desemprego e a (péssima qualidade da) educação tem colaborado muito com o aumento da violência, mas estamos trabalhando para inibir esse tipo de ocorrência”, garantiu.


Tenente Tasso Alves, da 6° Cicom

Vigilante morto

O segurança Wagner Lourenço, 27, morreu após ser atingido com um tiro na cabeça na noite de quinta-feira (30), por volta de 18h30, em uma casa na rua 22, conjunto Manôa. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu. Outro homem, Rodrigo Cirino, também foi atingido por disparos, mas sobreviveu.

As vítimas foram baleadas por dois homens ainda não identificados. Segundo a Polícia Militar, os suspeitos chegaram perguntando sobre uma arma. Nesse momento, Wagner pegou um revólver e reagiu atirando nos bandidos, mas a arma estava sem munição. Segundo a polícia, na ação, uma criança, filha do Wagner, foi feita refém.


Vigilante Wagner Lourenço, vítima de latrocínio

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