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Após audiência, mandante e assassinos de veterinário podem ser levados a Júri Popular

O médico Fernando Augusto foi morto com um tiro a mando do policial civil aposentado Dorval Vieira, de 83 anos de idade 02/11/2015 às 17:32
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O mandante do crime e os comparsas podem ir a júri popular, um ano depois
Acritica.com Manaus (AM)

Acusado de ter contratado três homens para assassinar o médico veterinário Fernando Augusto de Souza Moura, 62,  por causa de um cachorro, em agosto do ano passado, o policial civil aposentado Dorval Vieira Rodrigues, o “Vavá”, 83, pode ser levado, junto com os comparsas, à Júri Popular. 

Ele e outros dois acusados, Zacarias Araújo Duarte, o “Timbal”, e José Bernardo de Oliveira, o “Zé Canoeiro”, vão ser ouvidos nesta terça-feira (2), durante uma audiência de instrução e julgamento, na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Henock Reis, no Aleixo, Zona Centro-Sul. A audiência está marcada para as 8h45. O quarto envolvido no crime, Jardel Brito da Silva, o “Vovô”, está foragido até hoje. 

O processo corre em segredo de justiça, mas segundo familiares da vítima, esta audiência pode ser decisiva, uma vez que os suspeitos vão ficar frente a frente com o juiz Anésio Rocha Pinheiro, que vai determinar se o caso segue ou não para o Júri Popular.

“Várias testemunhas foram ouvidas em outras audiências. Agora nós esperamos que o caso ande e que essas pessoas sejam responsabilizadas pelo crime que cometeram”, disso o filho da veterinário, Rodrigo Moura, 30.

De acordo com a família do médico, a audiência será restrita às partes envolvidas no processo. Primeiro uma testemunha será ouvida pelo juiz e em seguida, os  acusados. Desses, apenas o policial civil está cumprindo prisão em regime domiciliar por ter mais de 80 anos.

“O problema é que a nossa família se sente insegura porque ele (Dorval) já demonstrou que é um homem perigoso. Infelizmente, existe uma inversão de valores hoje em dia”, desabafou o filho da vítima.

Filmado

Com a ajuda das imagens das câmeras de segurança do local do desaparecimento do veterinário, a polícia identificou José Bernardo, o “Zé Canoeiro”, e Jardel Brito da Silva, o “Vovô”, como suspeitos.

José foi preso, confessou o crime e levou os policiais ao local onde tinham jogado o corpo. Vavá contratou Timbal para matar o veterinário. Ele contratou Zé Canoeiro, que, por sua vez, chamou Vovô para ajudar. Foi Zé Canoeiro que ligou para o veterinário, marcando o encontro.

Poodle motivou o crime

O crime foi descoberto cinco dias depois de Fernando Augusto ter desaparecido, após sair  para atender ao chamado de um cliente na orla do Amarelinho, Educandos, Zona Sul. O corpo da vítima foi encontrado dias depois, submerso em um igapó do outro lado do rio Negro. Ele foi morto com um tiro.

Segundo as investigações, Dorval confessou ter encomendado o crime do médico veterinário por vingança, porque, um ano antes, o cachorro de estimação (da raça Poodle) dele foi entregue ao médico pela companheira do policial.

Ela havia sido mordida pelo cachorro e aproveitou que o aposentado havia saído de casa, para ligar  para o veterinário e entregar o animal, dizendo que ele podia doá-lo. Quando o aposentado voltou, não encontrou mais o animal. “Vocês não imaginam como isso me doeu muito”, revelou Vavá, à época. O aposentado pagou R$ 10 mil aos executores, para que dessem “um jeito” na vítima. 

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