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Manaus
'BUSCA DO PÃO'

Após denúncias de lojistas, camelôs se defendem sobre atuação no Centro

Os vendedores ambulantes realmente admitem que há muitos camelôs que estão no Centro para atrapalhar, mas que, por outro lado, há muitos pais de família sérios 28/05/2017 às 13:00
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(Foto: Winnetou Almeida)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Sobre as críticas feitas a eles pelos empresários lojistas, os vendedores ambulantes realmente admitem que há muitos camelôs que estão no Centro para atrapalhar, mas que, por outro lado, há muitos pais de família sérios que estão apenas em busca do seu ganha-pão.

É o que fala o camelô Nadson Reis, 30, que há 20 anos trabalha nas ruas do Centro – após comercializar de quase tudo, hoje ele vende acessórios para celular, como capas, carregadores e películas de tela. Atualmente, ele comercializa na avenida Eduardo Ribeiro de 10h às 18h, mas já atuou em locais como as ruas Marquês de Santa Cruz e Marcílio Dias. Com as vendas, ele sustenta dois filhos e sua mulher.

“Muitos camelôs querem bagunçar e fazer baderna no Centro, mas, nós, não. Trabalhamos direitinho pelo nosso pão de cada dia”, defende-se ele, morador do bairro de Aparecida.

Ele pede uma chance para continuar trabalhando. “Todo ambulante é irregular, e se o poder público arrumasse um canto para a gente ficar talvez melhorasse mais. As galerias foram só para os camelôs cadastrados, e não para ambulantes como nós. Já fui retirado várias vezes dos locais onde eu vendo pelos fiscais da prefeitura, que tomam as nossas mercadorias. De vez em quando, e não devolvem. E não podemos fazer nada pois dependemos daqui”, relata  ele.

Outro camelô, que não quis se identificar, comentou que a saída dos camelôs de áreas como a do Relógio Municipal, e o fechamento para obras de praças como a da Matriz, fizeram aumentar a criminalidade no local: “Antes a gente não deixava ninguém roubar. Agora tem até morte. Na última quarta teve um latrocínio (assalto seguido de morte). Fecharam a praça da Matriz e os criminosos praticam seus assaltos e pulam pra dentro dela”.  

 “Somos pais de família e precisamos correr atrás do nosso sustento. Não podemos ver a nossa família passar fome sem a gente poder fazer nada”, disse Marcelo Oliveira, vendedor de celular. “Eu tinha uma banca, mas o prefeito nos colocou lá pra galeria da avenida Lobo D’Almada, onde não conseguimos vender nada. Ninguém chega lá”, completa ele.

Orientação

A Subsempab orienta a população que não compre produtos com vendedores irregulares, pois os mesmos não dão garantias de suas mercadorias. “Temos os Shoppings dos Camelôs, ou seja, as galerias, para os clientes fazerem suas compras com segurança e garantia”, informa o órgão.

Subsempab garante fazer fiscalização

Por meio de nota, a Subsecretaria Abastecimentos, Mercados e Feiras. (Subsempab) informa que tem realizado operações com uma equipe de 8 pessoas, diariamente, na área central de Manaus, nas vias “avenida Eduardo Ribeiro, Sete de Setembro, Barroso, Henrique Martins, Guilherme Moreira, Epaminondas e Luiz Antony para retirada de ambulantes irregulares que atuavam nas calçadas atrapalhando o ir e vim dos pedestres onde os mesmos atuam com vendas irregulares de  acessórios em geral”.

De acordo com o órgão, todos os vendedores são notificados e orientados para deixarem o espaço público, para não terem suas mercadorias apreendidas pela equipe da Subsempab.

“Eles foram advertidos para deixarem as calçadas e outros logradouros públicos e que não atrapalhem o tráfego de pedestres e também como o transito em toda via. A Subsempab atende toda Manaus e fica difícil está 24 horas nestas avenidas”, conclui o órgão.

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