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Após desabamento de ponte, moradores do bairro Lírio do Vale não querem sair de casas

Após forte chuva, ponte cedeu totalmente e via ficou interditada. Mesmo com casas comprometidas, moradores temem perder para sempre seus imóveis por conta das obras de recuperação da ponte 03/03/2015 às 11:21
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Eles receberão R$ 300 para alugarem outros imóveis
LÍVIA ANSELMO Manaus (AM)

O início das obras de recuperação da ponte que liga dois trechos da rua Santa Inês, Lírio do Vale 1, Zona Oeste de Manaus, esbarra na preocupação dos moradores com o imóvel às margens do igarapé que passa no local. A ponte ameaçava desabar desde setembro de 2014, quando foi interditada, mas só ontem, após a chuva do último domingo comprometer ainda mais a estrutura, a Prefeitura de Manaus decidiu iniciar as atividades na área.

A cobradora de ônibus Terezinha de Souza, 52, se recusa a sair até que tenha uma garantia de que sua casa será recuperada em caso de danos decorrentes da obra. Mesmo com o chão da casa rachado, a cobradora diz que não pretende sair até ter certeza de que não vai perder a casa.

Para ela, o problema está na indefinição do que será feito da casa onde ela mora com os filhos. “E se eles demolirem minha casa e não construírem de novo? Nós queremos saber o que eles querem fazer porque o aluguel social não paga uma casa para seis pessoas”, disse.

Segundo Terezinha, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) não diz o que pode ser feito com a residência. A Defesa Civil do município garante que Terezinha e a família receberão o aluguel social durante o período que precisarem estar fora de casa.

A camareira Raimunda Lopes, 49, também se diz preocupada com a situação do imóvel. “Tenho medo de sair e a obra danificar ainda mais e ninguém refazer o serviço”, disse.

Os moradores criticam ainda o fato de o problema ter iniciado em 2014 e só agora, após o problema piorar com a chuva, ser retomado. “Nós fomos em todos os órgãos pedir providências para evitar que nossas casas fossem prejudicadas, eles demoraram todo esse tempo e só vieram porque ficou pior”, lembrou Terezinha.

Ontem, o trabalho realizado ainda não envolveu obras por conta da presença dos moradores que se recusam a sair. A assessoria de imprensa da Seminf informou que um plano de contenção emergencial será realizado e trabalhadores e máquinas serão enviados ao local.

Quanto à presença dos moradores, a Seminf informou que está trabalhando com a Defesa Civil para que as famílias saim dos locais e utilizem o aluguel social enquanto for necessário. Não foram informados o que será feito com as casas e nem prazos para o fim da obra.

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