Publicidade
Manaus
Manaus

Após exame no IML, socialite que encomendou morte de ‘rival’ segue para penitenciária feminina

Marcelaine Santos Schumann, a 'Elaine', viajou de Miami para Manaus em um voo da TAM. Depois de desembarcar, ela prestou depoimento à Polícia Federal e fez exames de corpo de delito no IML antes de seguir para a cadeia 13/01/2015 às 11:39
Show 1
Após realizar exame de corpo e delito na sede do IML, Marcelaine foi encaminhada diretamente à penitenciária feminina da BR-174, segundo a PF
Perla Soares Manaus (AM)

CONFIRA GALERIA DE IMAGENS

O voo JJ8077, da TAM Linhas Aéreas, que tem entre os passageiros vindos de Miami, nos Estados Unidos, a socialite Marcelaine Santos Schumann, chegou a Manaus às 12h21 desta segunda-feira (5), como era esperado. "Elaine", como é mais conhecida, estava acompanhada pelo marido e pelo seu advogado. O superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Marcelo Rezende, havia adiantado que, assim que Marcelaine desembarcasse, iria receber voz de prisão.

De acordo com passageiros que estavam no mesmo voo, com quase 5 horas de duração, assim que o avião pousou eles receberam orientação do comandante da aeronave para permanecerem sentados, sendo autorizada a saída apenas de Marcelaine e dos dois passageiros que a acompanhavam. Somente 30 minutos depois é que os outros tripulantes foram liberados. 

Marcelaine deixou o aeroporto pelo Terminal 2, também conhecido como "Eduardinho", escoltada pela Polícia Federal e agentes de trânsito do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans).

Segundo Marcelo Rezende, a socialite prestou depoimento no próprio aeroporto, de onde seguiu para o Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte de Manaus, momento em que passou por exame de corpo de delito. Do IML, Elaine será levada para o Centro de Detenção Provisório Feminino, localizado no quilômetro 8 da rodovia BR-174 (estrada que liga Manaus a Boa Vista, em Roraima).

Prisão

Elaine teve a prisão preventiva decretada pelo juiz da 3ª Vara do tribunal do Júri, Mauro Antony por arquitetar a morte da empresária Denise, que foi baleada com um tiro quando saía da academia Cheik Clube, no Centro de Manaus, no dia 12 de novembro. Ela chegou a ser incluída na lista de procurados da Polícia Federal e da Interpol.

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Amazonas, “Elaine” pagou R$ 7 mil para que pistoleiros executassem ou deixassem aleijada a Denise. Conforme a polícia, o crime teve motivação passional. As duas, supostamente, dividiam o mesmo amante, e Elaine teria mandado matar ou aleijar a inimiga por ciúmes. Entretanto, Denise sobreviveu e negou a relação extraconjugal.


Ainda de acordo com Bezerra, Elaine viajou de férias para Miami antes de ter a prisão decretada pela Justiça, por isso não pode ser considerada fugitiva. A socialite viajou para os EUA, onde passou o Natal e o Réveillon, no dia 8 de dezembro, no voo 8076 da TAM, acompanhada do marido, o publicitário Edmar Costa.

Trama

A trama do crime foi revelada pelos suspeitos Rafael Lael dos Santos, o “Salsicha”, autor dos disparos contra Denise; Charles Mac Donald’s Castelo Branco, que fez a intermediação do crime entre Salsicha e Elaine; e Karen Arevalo Marques, 22, que arrumou a arma usada no crime, um revólver calibre 38. Além deles, a polícia ainda prendeu Ediney Costa Gomes, 26, que forneceu a arma do crime.

Mac confessou que conheceu Elaine quando trabalhava como promotor de vendas de uma loja de cosméticos no Studio 5. Segundo ele, Elaine ofereceu a ele R$ 7 mil para assassinar Denise ou deixá-la aleijada. Ele disse ter chamado Salsicha e oferecido R$ 3,5 mil a ele, que topou fazer o “serviço”. O atirador procurou Karen dizendo que precisava de uma arma, e ela conseguiu o revólver com Itaituba. Ela recebeu R$ 200 por isso.


Elaine forneceu a fotografia da vítima aos executores, assim como os locais – academia, salão de beleza e faculdade – e os endereços onde Denise poderia ser encontrada. Salsicha escolheu a academia para executar a vítima, porém não conseguiu alcançar o objetivo. “Só dei três tiros nela porque eu não queria matá-la” revelou Salsicha.

Publicidade
Publicidade