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Manaus
CONTROLE

Após incêndios e caos, ônibus voltam a circular normalmente nesta sexta (24)

Segundo o Sinetram, frota de 100% está circulando na manhã de hoje. Na noite de ontem, incêndios fizeram com que empresas recolhessem ônibus mais cedo, deixando milhares de pessoas abandonadas em paradas 24/02/2017 às 08:57
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Ônibus circulam normalmente no bairro Aleixo (Foto: Janaína Andrade)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Após o incêndio de quatro ônibus na noite de quinta-feira (23), a situação foi normalizada. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que 100% da frota está operando na manhã desta sexta-feira (24). O recolhimento dos ônibus na noite de ontem gerou uma onda de caos na cidade com uma série de protestos, bloqueio de avenidas e críticas à Prefeitura de Manaus, que decretou o aumento da passagem para R$ 3,80.

De acordo com o Sinetram, a situação no transporte público foi controlada na manhã desta sexta. Em várias zonas da cidade, os ônibus estão circulando sem qualquer alteração. Na avenida André Araújo, bairro Aleixo, Zona Sul de Manaus, os veículos trafegavam normalmente por volta das 8h.

Segundo números do Sinetram, a capital conta com uma frota de 1.400 ônibus, divididos em 221 linhas de 10 empresas.

Caos e vandalismo

Na noite de quinta-feira, quatro ônibus foram completamente destruídos na capital e dois foram alvo de tentativa de incêndio. A onda de vandalismo fez com que o Sinetram recolhesse mais cedo os coletivos para as garagens, abandonando milhares de passageiros que desejavam voltar para casa.

Os ônibus alternativos e executivos foram liberados como “medida emergencial”. A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que estão sendo tomadas providências para apurar as responsabilidades dos empresários, que ordenaram a retirada dos ônibus das ruas.

Segundo o Sinetram, foram dois ônibus da Eucatur incendiados no Igarapé do Passarinho, um parcial e outro por completo; uma tentativa de incêndio a ônibus da empresa São Pedro na Zona Oeste com suspeito preso, e outras duas tentativas de incêndio a coletivos próximo a Ponte Rio Negro, onde os suspeitos fugiram.

Em coletiva de imprensa ontem, o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, negou que os ataques aos ônibus sejam respostas da população ao aumento da tarifa para R$ 3,80. "Isso é um ato criminoso. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) não vê isso como protesto, mas como crime. Não é saudável vincular. Uma coisa é uma manifestação democrática, outra é um ato de vandalismo"        

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