Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019
reclamações

Após início de obras, lojistas do Distrito Industrial apontam queda nas vendas

"Ninguém está vendendo absolutamente nada. Fazíamos mil reais por dia, hoje fazemos vinte, trinta reais", disse o gerente de uma loja de materiais de construção



OBRAS_741E5B98-2651-4500-A1E4-3518DBA0DB4C.JPG Foto: Euzivaldo Queiroz
16/09/2019 às 12:11

Dois meses após o início das obras de revitalização das ruas do Distrito Industrial, nas Zonas Leste e Sul de Manaus, funcionários e proprietários de lojas localizadas nas proximidades queixam-se da queda nas vendas e da pouca frequência de clientes.

No trecho em frente ao Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), na avenida Silves, a ausência de vagas para veículos comprometeu os negócios de uma loja de materiais de construção. "Ninguém está vendendo absolutamente nada. Fazíamos mil reais por dia, hoje fazemos vinte, trinta reais", afirmou o gerente Francisco das Chagas, acrescentando que os clientes evitam estacionar nas proximidades e receberem multa. 



O gerente afirma que a loja vai fechar quando começarem os serviços de reforma do último anel da via, por causa da dificuldade de acesso à calçada. Por outro lado, ele considera o sacrifício válido, pois acredita que a recuperação vai trazer melhorias no tráfego. "Estão fazendo um ótimo trabalho, com tela e concreto", avalia.

Além da baixa no faturamento, o empresário Jorge Cardoso criticou a suposta lentidão da obra na Bola do Armando Mendes, também conhecida como Bola da Samsung. “Deveriam agilizar, instalando refletores de LED, vedar as laterais e realizar os serviços à noite, até por causa do verão. A conclusão das obras tem que ser imediata, pois se não vendemos, não geramos impostos”, opina.

O trecho ao redor do Centro Cultural Povos da Amazônia teve a primeira faixa concluída, e a reforma do segundo anel começou na semana passada. Ali, o asfalto está sendo retirado para colocação de concreto estrutural, capaz de suportar o intenso tráfego de veículos pesados. A previsão é entregar os dois trechos restantes até o final deste ano.

“Os engarrafamentos nessa área são causados por acidentes na saída (da rotatória). Quando o trânsito está normal, há engarrafamentos. Os carros fluem devagar, mas de forma constante”, assegura o mestre de obras Modesto Nascimento.

Repórter freelancer de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.