Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
Manaus

Após instalação de scanners, TJ-AM apreende tesouras, facas e até terçados nos fóruns

Terçado estava escondido dentro de guarda-chuva. Novas medidas de segurança foram adotadas na gestão da desembargadora Graça Figueiredo à frente do Tribunal de Justiça



1.gif Scanner encontrou terçado dentro de um guarda-chuva
23/07/2015 às 16:21

A equipe de segurança do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) apreendeu facas, tesouras, estiletes e até um terçado dentro de um guarda-chuva durante uma vistoria ocorrida a pouco mais de um mês da implantação de novas medidas de segurança nos fóruns de Manaus.

A apreensão do terçado aconteceu nesta semana no Fórum Mário Verçosa, no bairro Aparecida, em Manaus. A gestão da desembargadora Graça Figueiredo na presidência do TJAM determinou a instalação de esteiras com scanners e portas com detectores de metais nos fóruns da capital.



A desembargadora Graça Figueiredo explicou que as medidas de segurança buscam preservar a integridade física não apenas dos magistrados, servidores e serventuários, mas também do jurisdicionado que trabalha ou precisa ir até a Justiça. “Pelo prédio, circulam, diariamente, entre duas e três mil pessoas”, alertou.

O procedimento de segurança é amparado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que já manifestou preocupação quanto à vulnerabilidade de magistrados, partes envolvidas em julgamentos, advogados, testemunhas e cidadãos comuns que circulam diariamente nos fóruns brasileiros.

MP elogia a medida

Para Fábio Monteiro, Procurador-Geral de Justiça, do Ministério Público do Amazonas, a decisão é importante como forma de prevenção e não tem nada de constrangedora.

“Sem sombra de dúvidas, é uma medida extremamente salutar. O objetivo é proteger não só os membros das instituições como o Ministério Público, o Judiciário, a Defensoria Pública e advogados, mas as partes também. Todos os Tribunais Superiores têm este tipo de segurança, diversos outros órgãos também. O objetivo é a precaução e proteção de todas as pessoas”, analisou Fábio Monteiro, na época da instalação das novas medidas de segurança.

O procurador-geral lembrou que já aconteceram situações em que as partes envolvidas, réu e vítima, ao se depararem na antessala de audiência, praticaram condutas de agressões recíprocas. "E não sendo revistadas como deveriam, elas poderiam estar portando uma arma e atirar uma contra a outra", completou. 

*Com informações da assessoria de imprensa


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