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Após líder comunitária ser assassinada, polícia faz operação na comunidade Portelinha

Ação ocorre após a líder comunitária Maria das Dores Priante, a “Dora”, ser sequestrada e morta com 12 tiros na semana passada 19/08/2015 às 14:18
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Além da comunidade Portelinha, a comunidade Serra Baixa também terá auxílio na segurança
oswaldo neto ---

Devido aos problemas motivados por grilagem de terra na comunidade Portelinha, no município de Iranduba (a 32 quilômetros de Manaus), a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP), juntamente com as polícias Civil e Militar, realizou uma operação de reforço no policiamento da área. A ação ocorre após a líder comunitária Maria das Dores Priante, a "Dora", ter sido morta a tiros na última quarta-feira (12).

O monitoramento será constituído por duas viaturas e duas motocicletas. Além da comunidade Portelinha, a comunidade Serra Baixa também terá auxílio na segurança. O início da operação foi conduzido pela apresentação da polícia aos moradores das duas áreas. Eles conversaram com os populares sobre os problemas da grilagem de terras.

De acordo com o delegado titular do 31° Distrito Integrado de Polícia (DIP), Paulo Mavignier, a operação será instalada de forma efetiva.

"A operação será efetiva até que haja um posicionamento sobre a questão fundiária do local. Aqui pretendemos manter esse controle para que não aconteça retaliações por parte de grupos. O Adson e a Dora eram duas lideranças, e o que a polícia não quer é conflitos entre as partes", explicou o delegado.

De acordo com o major Bruno Azevedo, da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop), da SSP, o foco dos patrulhamentos serão na grilagem de terras. "As principais reclamações dos moradores são esses problemas de terras. Também existem acusações de tráfico de entorpecentes, mas em escala menor. O importante é poder fazer esse policiamento doméstico, que era uma coisa que as pessoas pediam muito".

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