Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
PARADO

Após meses de inauguração, Shopping que custou R$ 30 milhões permanece fechado

Com obras concluídas desde junho de 2016, shopping popular T4, prometido como solução definitiva para o problema de ocupação irregular de calçadas no Centro e já inaugurado por Artur Neto, continua fechado



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Espaço construído na Zona Leste para abrigar ex-camelôs custou R$ 30 milhões e está fechado, apesar de já inaugurado (Foto: Márcio Silva)
24/01/2017 às 10:44

Inaugurado há quase sete meses pelo prefeito de Manaus, Artur Neto, o Shopping T4, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, que custou R$ 30 milhões aos cofres públicos, permanece fechado. Foram muitos os prazos dados pela prefeitura para o funcionamento do local, mas até o momento nenhum deles foi cumprido.

A reportagem questionou a Subsecretaria Municipal do Centro Histórico (Subsemch) sobre os custos para manter o empreendimento sem ninguém nele. A pasta limitou-se a informar que a segurança é realizada pela guarda municipal e a manutenção do prédio conta com apoio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp).

Enquanto o Shopping T4 continua fechado, os calçadões das ruas do Centro, antes desocupados pelo projeto “Viva Centro Galeria Populares”, seguem sendo ocupados por ambulantes locais e estrangeiros. Frutas, verduras, entre outros produtos, são comercializados em todas as áreas.

O presidente do Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus (Sincovam), José Assis, disse que a categoria vem cobrando a Subsecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercados (Subsempab) para aumentar as fiscalizações. Mas até agora as ações não surtiram efeito.

“A gente diariamente cobra da Subsempab que os espaços deixados por nós não voltem a ser ocupados por outros ambulantes. Mas isso não está acontecendo porque há falta de estrutura para a realização desse serviço. Pedimos que o prefeito cumpra logo sua promessa de investir e reformular o processo de fiscalização”.

Enquanto isso...

Conforme José Assis, a demora na abertura do Shopping T4 influencia o aumento do número de ambulantes nas ruas do Centro de Manaus. Eles se espalharam por quase todas as calçadas, inclusive as que já haviam sido revitalizadas pela prefeitura.

Além dos ambulantes, pouco mais de 500 camelôs cadastrados ainda estão nos calçadões das ruas Theodoreto Souto, Marcílio Dias, Guilherme Moreira, Beco do Comércio, aguardando realocação, o que deve acontecer este ano. Até lá, amargam vendas fracas nas galerias.

E, para agravar a situação, a Subsecretaria Municipal do Centro Histórico (Subsemch) identificou 35 lojistas que aderiram ao projeto “Viva Centro Galeria Populares”, mas arriscam voltar às ruas. O monitoramento é feito por uma equipe que vai às ruas diariamente para identificar lojistas nessa situação desde dezembro. “O desespero de não vender nada nas galerias leva muita gente a voltar para as ruas”, desabafou um camelô, que não quis se identificar.

Lojas

A Prefeitura de Manaus informou que a escolha de abrir os empreendimentos só com a chegada de, ao menos, 50% das lojas âncoras e mini âncoras, que garantirão maior fluxo ao comércio do local, foi dos próprios ex-camelôs.

A prefeitura informou que está realizando os processos licitatórios necessários para que isso ocorra, com previsão de conclusão em 90 dias.

De acordo com o município, de um universo de 2.082 cadastrados no projeto Viva Centro Galerias Populares, a prefeitura beneficiou 1.503 trabalhadores, hoje microempreendedores, instalados nas Galerias Espírito Santo e Remédios ou aguardando nos camelódromos Floriano Peixoto 1, Epaminondas ou em casa para se instalar no Shopping T4 ou  nas 2ª e 3ª etapas da Galeria dos Remédios, que estão em obras.

Para coibir a ocupação irregular, a Subsempab mantém um efetivo de 15 fiscais, diariamente, no Centro da cidade.

Termo de adesão

De acordo com a prefeitura, o Termo de Compromisso e Reserva de Espaço Comercial assinado pelos ex-camelôs ao aderirem ao projeto Viva Centro Galerias Populares  deixa claro que o não cumprimento das regras previstas ali pode levar, entre outras punições, à exclusão do beneficiário do programa.

Já a cláusula 9ª, que trata das Proibições e Restrições de Uso, prevê em seu parágrafo 2º que é proibido aos beneficiários voltar a comercializar produtos nas ruas, sob pena de ter revogada a permissão de uso da loja adquirida.

O Termo de Permissão de Uso, assinado pelos lojistas, dá direito, para cada um deles, ao uso do espaço determinado por um período de 40 anos, podendo ser renovado por mais 40 anos.

 


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