Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Após não conseguir fazer B.O, esposa de militar registra caso de agressão na DECCM

Conforme a vítima, relacionamento com o sargento do Exército já vinha passando por um péssimo momento


29/08/2017 às 09:00

No último fim de semana, uma alpinista e bombeiro civil de 35 anos foi agredida pelo marido, um sargento de Exército, com quem ela convivia há cinco anos. Durante uma briga do casal, em uma festa de amigos no bairro Cidade de Deus, Zona Norte de Manaus, ela disse que ele saiu do controle e a  agrediu com socos e tapas no rosto.

“Tudo começou porque vi na festa uma mulher com quem ele já tinha trocados mensagens via WhatsApp. Fui até o esposo desta mulher e comentei que a esposa dela era amiga do meu marido. O homem, que era amigo do meu marido, disse que a esposa dele não o conhecia e depois disso saiu da festa com ela”, disse a vítima, lembrando que após este fato o companheiro dela a pegou pelos braços a força e, ao chegar na rua, começou a agredi-la. Amigos do sargento foram até a rua e seguraram o homem para que ele parasse de agredir a mulher.

Após a agressão, a alpinista foi embora para casa com a filha, porém antes de chegar em casa, parou no 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foi informada que não teria como registrar o boletim de ocorrência (B.O) da agressão.

Somente na tarde de ontem, ela conseguiu ir até a Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) formalizar o registro e fazer o exame de corpo de delito.

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Relação abusiva

Conforme a vítima, o relacionamento com o sargento já vinha passando por um péssimo momento. “Logo no início, quando a gente brigava, ele me aplicava golpes de mata-leão. Depois eu conversei com o superior dele no Exército e ele parou. De uns tempos para cá, eu descobri algumas traições dele e cheguei inclusive a ser ameaçada por uma amante dele”, disse a mulher.

Ainda segundo ela, após registrar um B.O das ameaças que vinha recebendo, o companheiro passou a ser mais agressivo.  Após as agressões da semana passada, ele não retornou para casa, indo apenas no domingo para pegar as roupas e a motocicleta da família, que ele usa para ir ao trabalho.

O outro lado

A CRÍTICA  entrou em contato com a 12ª Região Militar do Exército Brasileiro, mas até o fechamento desta edição o órgão  não se manifestou sobre o caso. No dia da agressão, a mulher não consegiu fazer o registro do caso no 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP) porque não havia flagrante e o 4º DIP estava fechado.

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