Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
EXPLOSÃO

Após nove meses, moradores convivem com marcas de explosão de cilindro de gás

Tragédia destruiu várias casas e causou a morte de duas pessoas, deixando outras 14 feridas, na comunidade Novo Reino



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Embora tenham retomado a rotina do dia a dia, eles jamais esquecerão a trágica tarde do dia 8 de março de 2016 (Foto: Márcio Silva)
31/12/2016 às 12:22

Eles veem da janela a esperança de uma nova vida. Embora tenham retomado a rotina do dia a dia, jamais esquecerão a trágica tarde do dia 8 de março de 2016, quando uma explosão de cilindro de gás na empresa Lest Plast, localizada na comunidade Novo Reino, no bairro Tancredo Neves, na Zona Leste, destruiu várias casas e causou a morte de duas pessoas, deixando outras 14 feridas em graus variados, incluindo sete de uma única família.

Entre as vítimas está um adolescente de 16 anos, um dos quatro filhos de Maria do Socorro, 38. Segundo a mãe, a explosão do tanque de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) trouxe consequências pulmonares ao adolescente. “Achávamos que as vítimas, incluindo meu filho, iriam para um hospital particular, mas isso não ocorreu, fomos encaminhados para as unidades do governo, e tivemos que ter bastante paciência para os atendimentos. Meu filho chegou a passar seis meses e quinze dias para fazer um exame, o de ventilação pulmonar”, lamentou Maria do Socorro.

Ela contou que fora a reforma do quarto alugado e a mobília, a empresa responsável pelos danos arcou com a despesa hospital apenas por uma semana. Quanto à indenização, Maria do Socorro diz que ela e outras famílias entraram com uma ação por danos morais contra a Amazon Gás, responsável pelo tanque de GLP. Da mesma forma, a família “Pereira” tem tido dificuldades para conseguir auxílio da empresa.

Alojados numa espécie de abrigo subterrâneo, há 500 metros do local da explosão, a família Pereira lamenta a falta de apoio maior por parte da Lest Plast. “Eles nos deram assistência por apenas três meses. Todos estamos desempregados e ainda temos três pessoas que tiveram quase todo o corpo queimado e não foram indenizados”, lamentou Lidiane Pereira, 28. Segundo ela, a sua família sofre com danos psicológicos, além dos prejuízos sociais.

“Estamos dando graças a Deus que todos estão vivos, mas a casa foi destruída, o que temos aqui foi o que sobrou... pois tudo virou cinzas”, declarou Lidiane. Além do abalo emocional, Lidiane contou que ficou triste por ver seus pais e irmãos sem terem para onde ir depois da explosão do tanque de gás. O impacto também deixou sequelas na família. A mulher de Joede estava grávida de 8 meses e teve parto prematuro devido ao susto. “Na hora de toda aquela agonia, eu só pensava na minha família. Foi um barulho terrível. Pensei que um avião havia caído”, lembrou Joede Brito.

Reconstrução e indenizações

À época, o assessor jurídico da AmazonGás, Alcimar Video Paes,  informou que os imóveis foram reconstruídos pela empresa. Quanto às indenizações, ele disse que estavam sendo feitas conforme os acordos e que continuam prestando todo tipo de apoio às vítimas e seus familiares.


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