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Após noves meses de espera, hospital realiza cirurgia cardíaca de professora em Manaus

Sidlene Martins Gadelha, 47, esperou meses pelo procedimento que foi realizado com sucesso, nesta terça-feira (11), no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) 12/11/2014 às 11:22
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Sidlene Martins poderá passar as festividades de final de ano com a família
jéssica vasconcelos Manaus (AM)

Depois de meses de espera e ansiedade, a professora Sidlene Martins Gadelha, 47, que sofre com crises de angina (dor no peito) constantes e aguardava por uma cirurgia cardíaca, finalmente realizou o procedimento na manhã de ontem no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV). A cirurgia chamada de Sinpatectomia Torácica foi cancelada em três ocasiões por falta do material necessário para o procedimento e depois por defeito no elevador que dá acesso a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

O último cancelamento ocorreu na semana passada e a justificativa da direção do hospital foi o elevador que, por ser antigo, ainda da primeira construção do edifício do HUGV, existiu uma grande dificuldade em conseguir peças de reposição. De acordo com o hospital após busca em todo o Brasil, foi encontrada uma empresa com laboratório em Porto Alegre, que construiu a peça necessária, seguindo padrões de qualidade e segurança.

Com a notícia do cancelamento na semana passada, a professora Sidlene voltou a viver momentos de incerteza e de desespero. “As dores e a falta de ar estão cada vez frequentes e, até agora, nada tem sido feito para resolver o problema. Me sinto uma prisioneira, sem poder ver a luz do dia e, principalmente, sem o convívio da minha família. Estou ficando cada dia pior porque além das dores físicas, o meu psicológico está abalado”, declarou a paciente na semana passada.

Com medo de que mais uma vez o procedimento fosse cancelado, a família entrou com um pedido na Justiça na quinta-feira para que a cirurgia fosse realizada. De acordo com a cunhada da professora, Janderly Costa, a família não poderia correr o risco de, mais uma vez, ver o sofrimento de Sidlene por não poder sair do hospital. “Na sexta-feira a juíza determinou que o HUGV resolvesse o problema no prazo de cinco dias e na segunda-feira o Oficial de Justiça entregou o documento no hospital”, explicou Janderly.

A cunhada contou que antes da cirurgia, Sidlene estava muito nervosa e com medo de que o procedimento não desse certo, porém todos estavam confiantes que o grande desejo da família de poder fazer uma festa no retorno para casa vai acontecer em breve. “Nós sabemos que a recuperação será demorada e que essa cirurgia não é a cura da doença, mas pelo menos vamos poder levá-la pra casa”, declarou Janderly.

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