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Após o fim da greve, volta do atendimento em bancos é marcado pela desinformação

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM), Nindberg Barbosa,  das 128 agências registradas na capital, 98 estão  em funcionamento 27/10/2015 às 12:31
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O retorno das atividades foi marcado por desinformação e tumulto em algumas agências
juliana geraldo ---

Após vinte e um dias de paralisação, as instituições bancárias da capital amazonense – com exceção da Caixa Econômica Federal e do Banco da Amazônia – retomaram o atendimento aos clientes, na manhã desta terça-feira (27).
 
O retorno das atividades foi marcado por desinformação e tumulto em algumas agências. Enquanto em unidades do Bradesco e do Santander, o movimento estava fraco e muitos clientes alegavam terem sido informados em cima da hora sobre o fim da greve, na agência do Banco do Brasil, da Rua Guilherme Moreira, a fila dominou as calçadas.

Pelo menos 700 pessoas aguardavam atendimento desde as 8h30 da manhã, quando a agência foi aberta. A maior parte delas era formada por beneficiários do INSS que esperam receber o benefício da previdência social, atrasado desde o início do mês por conta da paralisação.

“Cheguei às 8h40 e já estou na fila a quase duas horas e andei uma distância muito pequena. Só quatro caixas estão funcionando, as senhas estão sendo distribuídas só quando chegamos lá na frente para não contar o tempo de atendimento e a prioridade não está sendo respeitada. Todo ano é a mesma coisa. Eles fazem greve e a gente que tem que aguentar”, reclamou a cozinheira e beneficiária do INSS, Idê Figueiredo,50.
 
Acordo

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM), Nindberg Barbosa,  das 128 agências registradas na capital, 98 estão  em funcionamento. “Apenas as 27 unidades da Caixa Econômica e as 3 do Banco da Amazônia ainda seguem com as atividades paralisadas até que as assembleias marcadas para hoje  (às 18h com a Caixa e às 19h com o Banco da Amazônia)  tragam novidades”, justificou Barbosa.

A última proposta apresentada pela Fenaban ofereceu reajuste salarial de 10%, aplicáveis aos salários, benefícios e participação nos lucros, além de correção de 14% no vale-refeição e no vale-alimentação. 

Em Manaus, 75% da categoria aderiu à greve nacional. Durante a paralisação, mais de 12 mil das 22.975 agências instaladas no País chegaram a fechar as portas para o público.

Procon

Segundo a presidente do Procon estadual, Rosely Fernandes, é preciso ter sensibilidade para avaliar o retorno da greve já que a data coincidiu com o início do dia do pagamento dos beneficiários. "No entanto, esse imprevisto não isenta nenhum funcionário bancário de cumprir com as regras previstas por lei, como é o caso da Lei da Fila", defende.

Segundo ela, a fiscalização do Procon deve seguir ainda hoje para a agência do Banco do Brasil e para outras onde clientes fizeram denúncias de irregularidades. "O cliente deve se dirigir ao Procon ou fazer a denúncia pelos números 3215-4010, 3215-4009 ou 0800 092 1512. No caso da Lei da Fila, ele deve ter em mãos a senha ou algum documento assinado para provar que ficou mais tempo aguardando, do que o permitido pela legislação", explicou.


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