Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
Manaus

Após oito meses sem camelôs nas calçadas do Centro, pedestres e lojistas avaliam mudança

Na opinião de muitos pedestres e comerciantes de Manaus oito meses são suficientes para afirmar que a mudança no Centro foi realmente a mais acertada



1.gif Esse trecho da avenida Eduardo Ribeiro esquina com a rua Henrique Martins era dos mais congestionados do Centro
27/10/2014 às 11:01

Oito meses depois da retirada de mais de 600 camelôs das calçadas da avenida Eduardo Ribeiro, no Centro, a mudança continua agradando a população. Com as calçadas livres de bancas de camelôs, que ocupavam a maior parte do local, ficou mais fácil andar e visualizar as fachadas das lojas. Pedestres e lojistas avaliaram que oito meses é tempo suficiente para afirmar que a mudança no local foi a mais acertada e que deve ser estendida para as demais vias do Centro.

Apesar das tentativas de alguns dos próprios lojistas da área em tentar ocupar as calçadas após a saída dos camelôs, o local está livre atendendo exclusivamente ao pedestre. A repressão imediata da Prefeitura de Manaus notificando quem ocupasse irregularmente o espaço do pedestre surtiu efeito porque o descumprimento poderia atingir o bolso dos lojistas.

COMERCIANTES

No local, os comerciantes dizem que se conscientizaram que o projeto desenvolvido pelo município é o mais adequado para o Centro e que eles não podem desejar o oposto. “Hoje está todo mundo vendo que essa mudança foi maravilhosa porque melhorou o Centro. Ninguém quer mudar e quando alguém tenta fazer uma mudança pensam que não vai dar certo, mas no caso dos camelôs a mudança foi para melhor. Tinha muito roubo porque os ladrões se escondiam nas bancas e os camelôs não podiam falar nada e agora isso diminuiu muito por aqui”, disse a vendedor Sebastião Brandão, 45.

APOIO

As calçadas ficaram décadas ocupadas irregularmente sob a inércia de vários gestores municipais que passaram pela prefeitura, mas que não tiveram pulso para retirar os camelôs, embora houvesse a constatação clara de usurpação do espaço público. Quem passa pelo local faz elogios para a intervenção. “Passaram tantos prefeitos e ninguém teve coragem para mexer com os camelôs porque eles também dão voto. Não queriam tirar eles da Eduardo Ribeiro pensando em eleição até que chegou o Artur, que não era meu candidato para prefeito, e fez isso beneficiando demais os camelôs com algo melhor. Ele ganhou minha admiração e acho que de todo mundo que assim como trabalha do Centro”, destacou a comerciária Patrícia Silva, 34.

Uma das declarações em comum desde fevereiro quando houve a retirada, é que as calçadas pareceram maiores do que antes. “Isso é verdade porque as bancas ocupavam uma área que muita gente não tinha ideia do tamanho. Quando as bancas saíram parecia algo completamente novo”.

Praça da Matriz está sem obras

A avaliação positiva da população sobre a retirada de camelôs também é constatada na avenida 7 de Setembro, rua Henrique Martins e Praça da Matriz. Todos são locais onde houve intervenção do município.

A rua Henrique Martins, por exemplo, é estreita comparada as demais que ficaram livres de camelôs e representava um caos para o pedestres quando estava ocupada em toda a extensão por bancas de camelôs.

Atualmente, o pedestre passa pelo local livre da dificuldade de deslocamento. Na avenida 7 de Setembro, as calçadas são mais estreitas, porém, passaram a oferecer mais espaço sem as bancas de camelôs. Entre os alvos da intervenção, apenas a Praça da Matriz não está servindo a população, uma vez que, continua fechada com tapumes e sem nenhuma obra.

Quem estava acostumado a andar “espremido” e desviando do aglomerado de bancas de camelôs, hoje comemora o espaço livre e a facilidade ao fazer compras.

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