Publicidade
Manaus
Manaus

Após passar noite em cela separada, socialite deve deixar isolamento nesta quarta (7)

Marcelaine Santos Schumann está sendo mantida na ala de Inclusão do Centro de Detenção Provisório, na BR-174,, mas pode ser transferida para outra cela, com as demais detentas, já nesta quarta-feira (7) 13/01/2015 às 11:34
Show 1
Marcelaine foi presa no aeroporto internacional Eduardo Gomes assim que desembarcou em Manaus. Após exame no IML, seguiu direto para o CDP
acritica.com Manaus (AM)

A socialite Marcelaine Santos Schumann, 36, mais conhecida como "Elaine", passou a primeira noite como presidiária em uma cela separada no Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminina, localizado no km 8 da rodovia BR-174, em Manaus. A cela, que fica no setor de Inclusão do CDP Feminino, é individual e possui uma cama de concreto, um colchão e sanitário.

Marcelaine foi presa ao desembarcar de um voo vindo de Miami, no aeroporto internacional Eduardo Gomes, em Manaus, pela Polícia Federal, por suspeita de ter “encomendado” a morte da empresária Denise Almeida da Silva, de 34 anos, baleada quando saía da academia Cheik Clube, no Centro de Manaus, no dia 12 de novembro. Após o crime, ela viajou para Miami e chegou a ser incluída na lista de procurados da Polícia Federal e da Interpol.

Elaine, que foi presa na tarde desta segunda-feira (5), já está usando o uniforme das detentas e recebeu um kit de higiene pessoal, com escova, pasta de dente e outros itens, segundo informou o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Louismar Bonates. “Ela não está tendo nenhuma regalia, está sendo tratada como todas as demais presas”, garantiu o secretário.

De acordo com informações da assessoria da Sejus, a socialite deve passar pelos procedimentos normais, que incluem atendimento psicossocial, exames médicos e cadastramento na unidade. Até a manhã desta terça-feira (6), a Sejus ainda não havia recebido o pedido de visitação por parte do advogado de Elaine, José Bezerra, o que indica que a socialite ainda não recebeu visitas no presídio.

Nesta quarta-feira (7), Elaine deve ser transferida para as celas, com as demais presas, informou Lousmar Bonates. A Sejus ainda não confirmou se ela possui diploma de nível superior, que garantiria o direito a uma cela separada, após o período de triagem. "Como não há animosidade entre as detentas, ela será transferida para as celas com as demais mulheres", disse.

Habeas corpus negados

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) enviou ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) pedido de informações sobre o processo e as decisões que mantiveram a ordem de prisão de Marcelaine. O pedido de informações foi feito no dia 2 de janeiro. A defesa da socialite recorreu ao STJ, na véspera do Natal, para suspender, por meio de um habeas corpus, o decreto de prisão expedido no último dia 19 de dezembro pelo juiz Mauro Antony. No TJ-AM, três pedidos da defesa não lograram êxito. 

No dia 30 de dezembro, o relator do pedido no STJ, ministro Félix Fischer, também indeferiu a solicitação do advogado de Marcelaine, José Bezerra de Araújo. Agora, a defesa aguarda pela decisão colegiada na Quinta Turma do STJ. Até a manhã desta terça-feira (6), não havia registro de que as informações requisitadas pelo STJ já tenham sido repassadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. 

Trama

A trama do crime foi revelada pelos suspeitos Rafael Lael dos Santos, o “Salsicha”, autor dos disparos contra Denise; Charles Mac Donald’s Castelo Branco, que fez a intermediação do crime entre Salsicha e Elaine; e Karen Arevalo Marques, 22, que arrumou a arma usada no crime, um revólver calibre 38. Além deles, a polícia ainda prendeu Ediney Costa Gomes, 26, que forneceu a arma do crime.

Mac confessou que conheceu Elaine quando trabalhava como promotor de vendas de uma loja de cosméticos no Studio 5. Segundo ele, Elaine ofereceu a ele R$ 7 mil para assassinar Denise ou deixá-la aleijada. Ele disse ter chamado Salsicha e oferecido R$ 3,5 mil a ele, que topou fazer o “serviço”. O atirador procurou Karen dizendo que precisava de uma arma, e ela conseguiu o revólver com Itaituba. Ela recebeu R$ 200 por isso.


Elaine forneceu a fotografia da vítima aos executores, assim como os locais – academia, salão de beleza e faculdade – e os endereços onde Denise poderia ser encontrada. Salsicha escolheu a academia para executar a vítima, porém não conseguiu alcançar o objetivo. “Só dei três tiros nela porque eu não queria matá-la” revelou Salsicha.

Publicidade
Publicidade