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Manaus
TAXISTAS

Após protesto e carreata, taxistas se despedem de colega assassinado em Manaus

Márcio Luiz foi morto por estrangulamento após uma corrida na cidade. A categoria fez uma paralisação em frente à sede da Delegacia Geral pedindo mais segurança 01/03/2018 às 11:55 - Atualizado em 01/03/2018 às 12:29
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Foto: Raine Luiz
Amanda Guimarães Manaus (AM)

O corpo do taxista Márcio Luiz Macedo da Silva, de 46 anos, assassinado com sinais de estrangulamento em Manaus, foi enterrado na manhã desta quinta-feira (1) no cemitério São João Batista, Zona Centro-Sul da capital. Antes do sepultamento, colegas dele e outros taxistas da cidade fizeram uma carreata e um protesto em frente à sede da Delegacia Geral pedindo mais segurança.

A cerimônia fúnebre foi marcada por emoção e tristeza. Antes de o corpo ser enterrado, familiares e amigos do taxista entoaram cânticos religiosos e pediram justiça pelo crime. A reportagem não conseguiu conversar com parentes de Márcio Luiz por eles estarem abalados.

Protesto e carreata


Foto: Raine Luiz

Revoltados com a violência e com a morte do colega, taxistas de Manaus fizeram protestos em pontos da cidade na manhã desta quinta (1). O grupo se concentrou na região do Cruzeiro, na Zona Norte, e depois seguiu em carreata com cerca de 250 veículos para manifestação em frente à sede da Delegacia Geral do Amazonas, no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste.

Os carros estavam com as palavras “Luto” e “Justiça” inscritos nos vidros. Na sede da DG, os taxistas paralisaram o trânsito durante cerca de dez minutos e seguiram para o cemitério. “Saímos do Cruzeiro, fizemos uma manifestação em frente à DG e depois viemos para o cemitério em passeata. Este caso é muito triste, o Márcio era meu vizinho e colega de profissão. Queremos que esse caso se resolva o mais rápido possível”, disse o taxista Marcelo Sales, de 41 anos.

A categoria reivindicou também mais segurança na cidade. “Isso não pode ficar impune. Eu já fui assaltado no mesmo lugar que ele foi morto. Recebi quatro facadas, não morri, porque Deus me livrou”, completou.


Foto: Manaustrans

Falta de segurança

O taxista Júnior Bulcão, 41, reclamou sobre a falta de segurança para a categoria e para população de Manaus. “Recebemos essa perda com indignação, porque é um descaso da nossa polícia e toda a segurança pública. Antes tínhamos uma rádio que entrávamos em contato com o Ciops, mas hoje o sistema está desativado. Quando o Márcio desapareceu, informamos a polícia sobre o caso, mas ninguém deu a mínima”, disse.

O taxista também lamentou a perda do colega de trabalho. “Fizemos esses atos na cidade porque queremos chamar atenção de todos. O corpo do Márcio foi encontrado em uma área de mata. Se a polícia tivesse feito uma barreira próximo, talvez isso não tivesse acontecido”, destacou.

Morto estrangulado


Foto: Gilson Mello/Reprodução

O corpo do taxista Márcio Luiz, 46, foi encontrado com sinais de estrangulamento, uma corda envolta ao pescoço e as mãos amarradas acima da cabeça na manhã de ontem (28) no ramal Água Branca, no Km 35 da rodovia AM-010, que liga Manaus à Itacoatiara. Populares encontraram o corpo da vítima dentro de uma área de mata. O veículo dele ainda não foi localizado. 

Segundo a Polícia Civil, o taxista teria feito a última corrida com destino não informado levando dois passageiros na noite de terça (27). Os dois passageiros teriam embarcado no táxi no ponto de embarque da central da rádio táxi que Luiz Macedo trabalhava, na avenida Codajás, bairro Cachoeirinha, Zona Sul. Após embarcar, o motorista não deu mais notícias.

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