Sábado, 21 de Setembro de 2019
Manaus

Após protesto, trabalhadores conseguem acordo com Andrade Gutierrez

Operários contratados pela empreiteira responsável pelas obras da Usina Termelétrica Mauá e da Arena da Amazônia protestaram em favor do pagamento do vale-adiantamento não negociado pela empresa. Durante o protesto, seguranças atiraram com pistolas elétricas contra os trabalhadores



1.gif Viaturas do Ronda no Bairro foram acionadas para evitar mais confrontos
16/01/2014 às 20:00

Aproximadamente 200 trabalhadores da construtora Andrade Gutierrez paralisaram os trabalhos na obra da Usina Termelétrica de Mauá, e promoveram um protesto em frente à Arena da Amazônia, localizada na Zona Centro-Oeste de Manaus, na manhã desta quinta-feira (16).

Os trabalhadores alegam que a empresa não se propôs a negociar o vale-adiantamento dos funcionários, o que causou revolta na classe. Também foram feitas reivindicações sobre a estrutura da obra, que, segundo os trabalhadores, apresentava irregularidades que comprometiam a segurança e o bem-estar dos envolvidos – uma das principais queixas foi sobre o odor na usina, que alguns funcionários temiam que pudesse ser tóxico.

Também foram apontadas escadas irregulares, áreas com risco de queda e problemas na limpeza dos bebedouros usados pelos trabalhadores.

De acordo com Cícero Custódio, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec), os seguranças da obra chegaram a disparar tiros com pistolas elétricas. A reportagem tentou entrar em contato com a empresa Andrade Gutierrez, mas não obteve sucesso.

“Os seguranças utilizaram da violência para coibir a classe, que só estava chamando os outros funcionários para participar da ação. Os trabalhadores sempre se mostraram dispostos a negociar com a empresa, porém a vontade não foi recíproca”, explicou.

Viaturas policiais foram acionadas para conter o confronto. Em seguida, o grupo seguiu para a sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), localizado na avenida Mário Ypiranga, Zona Centro-Sul, onde participou de uma audiência com representantes da empresa.

Negociação
Após a conversa mediada pelo MPT, a construtora se comprometeu a liberar o adiantamento do salário dos trabalhadores, bem como a abonar os dias de paralisação e a não demitir os líderes da manifestação, além de adequar as condições estruturais da obra à maior segurança dos funcionários. Também será feita uma investigação para apurar a origem do odor na usina, e se ele representa risco.

Já os trabalhadores se comprometeram a retornar ao trabalho na próxima segunda-feira (20), além de compensar os dias da paralisação, mas exigiram, como condição, receber em pouco tempo o laudo da empresa sobre a suspeita de substâncias tóxicas na usina.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.