Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
SAÚDE

Após protestos, ALE-AM e CMM realizam audiência em busca de solução para SPAs

A Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) e a Câmara Municipal de Manaus (CMM) realizam audiências públicas. Na ocasião serão ouvidos a população e também o titular da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Pedro Elias de Souza



sa_de.JPG Cartazes fixados na entrada do SPA demonstram o desapontamento da população em relação a decisão tomada pelo governo (Foto: Euzivaldo Queiroz)
27/05/2016 às 21:50

Em média, cada unidade de Serviço de Pronto Atendimento (SPA) em Manaus, atendem por dia entre 500 a 600 pacientes. Desde que o governo anunciou mudanças para esse serviço, a população tem ido às ruas protestar contra a decisão. Para discutir mais sobre a temática e buscar alternativas, na próxima segunda-feira (30), a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) e a Câmara Municipal de Manaus (CMM) realizam audiências públicas. Na ocasião serão ouvidos a população e também o titular da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Pedro Elias de Souza.

A preocupação da população é realmente como deve ficar o atendimento quando as mudanças começarem. A aposentada, Hilda de Oliveira, 77, moradora do bairro São Raimundo, Zona Oeste, considera o SPA o único ganho que o bairro teve entre gestões e mais gestões do governo. “Sempre fomos esquecidos, e sempre tivemos problemas sérios com a atenção básica de saúde. Depois que ganhamos o SPA vivemos mais tranquilos, pois qualquer situação sabemos onde podemos nos consultar o mais rápido possível, porém estão querendo definitivamente acabar com esse sistema”, comentou.

Hilda que é quase vizinha do SPA do São Raimundo, contou que a unidade também atende a população que mora nas comunidades ribeirinhas. “Sempre vejo pessoas descendo das canoas e correndo para o SPA. Como vai ficar a situação para esse povo? Não podem fechar o SPA, a população precisa deste atendimento”, explicou.

Para a dona de casa Márcia Gleice Silva Lima, a situação não é diferente. Com a filha de 1 ano e 1 mês que tem sérios problemas no aparelho respiratório, quando a filha começa apresentar sintomas de uma bronquite, sempre buscou os SPAs ou do São Raimundo ou da Compensa. “Esta semana minha filha estava internada no Hospital da Criança por causa da bronquite, mas sempre que ela tem alguma crise prefiro correr para os SPAs. Sei que sempre tem pediatra de plantão e o tratamento é mais rápido, o importante é manter a minha filha bem”, detalhou.

Márcia tem se sentido decepcionada após saber das mudanças que irão ocorrer na saúde. “Moro na Vila da Prata, não tenho carro, então preciso utilizar o transporte público. Os locais mais próximos são os SPAs da Zona onde moro. Se realmente forem fechar, terei mais dificuldade de procurar uma unidade de saúde”, disse.

Audiências

Duas audiências públicas sobre a situação atual da saúde no Amazonas e especialmente em Manaus, irão ocorrer na próxima segunda-feira. A primeira será às 8h, no auditório Berlamino Lins, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Zona Centro-Sul. Neste caso, os deputados que participarão da audiência pretendem ouvir a população e apontar alternativas contra o fechamento das unidades de saúde como vem sendo informado.

Não aceitam mudanças

Funcionários do SPA Joventina Dias, não aceitam a mudança e informaram que até o dia 17 de junho mais de 600 funcionários do regime temporário serão desligado do sistema. Além dos desligamentos, outra preocupação está na reação da população com a mudança do serviço.

SPAs terão  horários distintos

O secretário adjunto na capital da Susam, Wagner Souza, informou que a ‘mudança’ é necessária, mas que em nenhum momento será fechado qualquer unidade de SPA, porém algumas unidades terão uma modificação do horário de atendimento. Conforme Souza, todas as unidades do SPA, após das 22h, tem menos de 10% de atendimento. A ideia agora será modificar os SPAs para fazer um acompanhamento de cada pessoa, pois a maioria dos casos é um problema de pressão alta ou outras doenças crônicas.

“Os SPAs irão continuar com as salas vermelhas, onde é direcionado as pessoas com algo grave. Quando se passar das 22h, que as unidades não irão funcionar, aconselhamos a população acionar o Samu) ou procurar outra unidade de Pronto-Atendimento”, disse.

Sobre os desligamentos de mais de 600 funcionários do regime temporário, Souza explicou que é uma forma de cumprir a decisão judicial de chamar os que passaram no concurso da secretaria. “Estamos cumprindo a lei”, disse.

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