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Após reabertura da praia da Ponta Negra, primeiro domingo é marcado por falta de educação

No dia de maior lotação do único balneário na área urbana de Manaus, desrespeito às leis e falta de civilidade dos frequentadores dominaram a cena 15/04/2013 às 08:48
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Banhistas aproveitaram o domingão com a família no primeiro fim de semana após a abertura da praia
acritica.com Manaus

O primeiro domingo depois da reabertura da praia perene da Ponta Negra, no Tarumã, Zona Oeste, se transformou em festival de descumprimento das regras de uso estabelecidas pela Prefeitura de Manaus. O sol intenso de 32°C atraiu aproximadamente 15 mil pessoas para o balneário, segundo estimativa do Corpo de Bombeiros. Apesar de todas as medidas e aparato de segurança funcionarem em 100%, a falha ocorreu pela falta de respeito e consciência de frequentadores.

O domingo era o dia mais esperado desde a abertura da praia, ocorrida na última quinta-feira, depois de cinco meses fechada. No entanto, muitos banhistas ultrapassaram as boias que delimitam a área de banho na água. Outros, levaram animais de estimação para a areia, além de comida e bebida alcoólica em garrafas de vidro. Os usuários que não sabiam das regras da praia pelo que foi divulgado durante a semana passada pela imprensa local, receberam panfletos com as orientações logo na entrada da praia, além de orientação verbal de agentes da Prefeitura de Manaus.

Eles foram avisados de várias formas, mas desprezaram as regras, como elas se nunca tivessem existido. De uma ponta à outra, dos 900 metros de extensão da praia, os fiscais do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) tiveram que abordar dezenas de usuários e ter paciência no reforço à informação.

Somente na primeira hora de funcionamento, os fiscais recolheram uma dezena de garrafas de cachaça e vodka de grupos que consumiam as bebidas na areia e até dentro d’água. Durante o consumo, ainda mergulhavam no rio e ironizavam o trabalho dos servidores. Ficou difícil fiscalizar tantas irregularidades em meio ao número grande de pessoas. Alguns resistiram à entrega das garrafas e a PM foi acionada pelo Implurb. O trabalho em cada abordagem foi de paciência dos fiscais do órgão, além do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

Segundo o servidor do Implurb, Fábio Campus, a orientação foi pedir que os banhistas encontrassem recipientes plásticos para colocar a bebida alcoólica e entregassem a garrafa vazia.

Os vendedores ambulantes não credenciados, que não poderiam atuar na praia, também driblaram o bloqueio. Misturados aos outros banhistas, só o que os diferenciava era uma mochila cheia de latas de cerveja e produtos para bronzeamento.

Crianças e adultos soltando papagaio (pipa) com linha de cerol na areia foi outra dor de cabeça enfrentada pelos trabalhadores da Prefeitura. Conforme os fiscais, a linha de cerol é extremamente cortante e coloca em risco os demais visitantes. Enquanto pediam que os envolvidos parassem com a “brincadeira”, outras pessoas surgiam com mais pipas.

“Foi uma maravilha a Ponta Negra ter sido reaberta. Só que aqui o proibido é só o nome, porque a gente sempre dá um jeitinho. Praia sem farofa não é praia”, afirmou a industriária Neide Araújo, 37.

‘Farofada’ deixou local com sujeira

Com o passar das horas, dezenas de pessoas aparentemente bêbadas, dentro da água, exigiram que os salva-vidas do Corpo de Bombeiros redobrassem a atenção. Em vários momentos, os profissionais tiveram que pedir cautela dos banhistas.

Como o domingo foi de sol e deu praia, o churrasquinho com farofa, mesmo proibido na areia, também esteve presente. A maior parte dos grupos que foi ao balneário levou, além de guarda sol, uma caixa térmica e farofa com frango ou carne. Muitos nem sequer tentaram disfarçar as refeições na areia. A proibição foi uma das mais discutidas pela Prefeitura de Manaus para evitar a contaminação da areia. No entanto, restos de alimentos foram deixados na praia de forma indiscriminada.

Lixeiras serviram de enfeite

Entre o calçadão e a praia da Ponta Negra existem mais de cem lixeiras distribuídas em diversos pontos. Cada barraca, das 25 que existem na praia, também tem duas lixeiras. Apesar da ampla opção para descartar o lixo, muitos optaram pelo mau exemplo de jogar lixo no chão, o que foi uma constante durante o “dia de lazer”.

Agentes de Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) se desdobraram para garantir que a praia ficasse limpa, mas não contaram com a colaboração de alguns visitantes. Enquanto os agentes recolhiam latas de cerveja, garrafas de refrigerante, embalagens de alimentos, entre outros materiais na areia, a poucos metros outra pessoa dava o mau exemplo descartando lixo no chão, inclusive perto das lixeiras.

O transporte coletivo recebeu 30% de reforço, mas os ônibus das linhas 120 (Ponta Negra/Centro), 678 (T4/T5/Ponta Negra), 542 (Ouro Verde/ T2 / Ponta Negra) e 450 (T3/Ponta Negra) chegaram lotados.

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