Quinta-feira, 20 de Junho de 2019
ACORDO

Após reunião, Susam e sindicatos concluem negociação salarial na saúde

Os valores são referentes à data-base de 2019, mais as datas-bases devidas aos servidores de gestões anteriores



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23/05/2019 às 20:41

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e dirigentes sindicais concluíram nesta quinta-feira (23), em reunião na sede do órgão, os percentuais da reposição salarial dos trabalhadores da área da saúde referentes à data-base de 2019, mais as datas-bases devidas aos servidores de gestões anteriores.

Na proposta construída entre a gestão e os trabalhadores, ficou definido que o Governo do Amazonas dará 5% de reposição salarial em junho deste ano, retroativo a 1º maio. Além disso, o governo reajustará o vale-alimentação da categoria de R$ 420 para R$ 450.

Na mesma mensagem que será enviada à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), constará também o compromisso do Governo do Amazonas em pagar as perdas salariais devidas de datas-bases anteriores, de forma escalonada, nos anos de 2020 e 2021.

Pela proposta, em 2020, o Governo do Amazonas pagará a data-base do ano, mais 6,5%; e em 2021 a data-base do respectivo ano, mais 7,5%. Desta forma, a Susam quitará os 19% de reposição salarial devidos aos servidores.

O secretário estadual de Saúde, Rodrigo Tobias, elogiou a qualidade do diálogo dos sindicalistas com o governo, e se comprometeu em manter a gestão aberta às demandas dos trabalhadores.

“Saímos satisfeitos dessa negociação, principalmente por saber que a proposta final não foi da gestão e nem dos trabalhadores, mas sim, foi construído coletivamente, e é justamente essa a orientação do governador Wilson Lima aos gestores, que as decisões sejam discutidas em conjunto. Não há vencedores nem vencidos. Todos nós saímos vencedores, na medida em que a gente encontrou consenso”, destacou Rodrigo Tobias.

O presidente do Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado do Amazonas (Sinfito), Sérgio Cruz, destacou que a proposta foi a possível dentro das limitações que o cenário econômico impõe à gestão. Ele elogiou a forma democrática com que a proposta final foi construída.

“Foi uma negociação bem diferente da que tivemos ano passado (2018). Acredito que não é o que a gente queria, mas é o possível que o governo pode oferecer para a gente”, afirmou Sérgio.

A coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), Neusa de Oliveira Soares, também avaliou que o acordo final considerou pontos importantes para a categoria, mesmo não contemplando 100% do que os trabalhadores buscaram durante a negociação.

“A gente chega para a discussão com o objetivo de conseguir algo a mais para os trabalhadores, mas sabemos da dificuldade financeira que não só o Amazonas, mas todo o Brasil está passando. Conseguimos chegar a um denominador comum, mas conscientes de que o governo permanecerá aberto para novas negociações”, declarou Neuza.

Além de dirigentes do Sinfito-AM e do Sintesam, participaram da negociação desta quinta-feira a presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado do Amazonas (Saseam), Ana Paula Soares, o presidente do Sindicato dos Agentes de Endemias (Sindagente), Lourival Pereira, a presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Amazonas (Sinfar), Cecília Motta, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Amazonas (Sindsaúde), Cleidinir Francisca,  o representante do Sindicado do Médicos do Estado do Amazonas (Simeam), Reinaldo Menezes e Everton de Freitas Gomes, do dos Enfermeiros Servidores Públicos no Estado do Amazonas (Sinproenf).

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