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Após seis meses, Terminal de Integração 1 continua sem posto do Sinetram em Manaus

Usuário precisa sair do T1, localizado na Constantino Nery, para fazer a recarga na sede do Sinetram e depois pagar uma passagem para retornar ao terminal 12/12/2014 às 10:24
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Reclamações quanto à estrutura do terminal são inúmeras, dentre as quais falta de segurança, rua esburacada, local sujo e com forte odor de urina
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Com promessa de reforma o Terminal de Integração 1, na avenida Cosntantino Nery, padece de problemas na estrutura. A situação se agravou há seis meses com o fechamento do posto de recarga localizado dentro do terminal. Por conta disso, o usuário é obrigado a recarregar vales-transportes e passes estudantis na sede do Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram), fora do T1, pagando em seguida uma nova passagem caso queira retornar ao terminal, onde circula o maior número de linhas entre os cinco construídos na cidade.

Um aviso na entrada do terminal informa: “Recarga de vale-transporte ou passe estudantil somente no Sinetram”. Segundo um fiscal do órgão que pediu para não ser identificado o motivo para o fechamento do posto seria uma onda de assaltos. Ele destaca que serviços como compra de créditos e emissão de novas carteira eram realizados do posto. Depois o Sinetram colocou um contêiner no final da escada, que também fechou e ninguém disse o motivo. Ainda conforme o fiscal, que exerce a função há 16 anos, o fato das pessoas saírem e voltarem ao terminal gastando um novo crédito fez com que os lucros aumentassem no ponto de fiscalização e é por isso que ninguém fez nada até agora.

As opiniões são divergentes sobre o assunto e algumas pessoas defendem a mudança. Para o estudante Danilo Nazareno, 23, a alteração trouxe mais segurança a ele. “No Sinetram tem mais vigias e câmeras instaladas. Eu compro créditos quase toda semana, então é melhor pra mim. Um crédito a mais não pesa tanto”, disse.

A dona de casa Luciana Castro, 28, subia as escadas com as duas filhas, de um e três anos, para recarregar no antigo posto quando percebeu o estado de abandono. “Não é mais aqui?”, perguntou ela, que vinha do bairro Tarumã para fazer compras no Centro. Ao ser informada de que a recarga só está sendo feita no Sinetram, ela mostrou indignação: “Vou ter que pagar outra passagem pra entrar. Isso é um absurdo!”, lamentou.

O advogado do Sinetram, Fernando Borges, disse que o posto não tem previsão para ser reaberto. “O local tem problemas desde a infraestrutura até a Internet”, admitiu. Sobre o pagamento de uma nova passagem pelo fechamento, o advogado afirma desconhecer o processo. “Não entendo sobre esse detalhe, mas sei que não há condições de se mexer com dinheiro ali”, enfatizou.

Abandonada e cheio de entulho

Há seis meses abandonada, a área onde o antigo ponto de recarga funcionava deu lugar a entulho e sujeira, como a presença de um fogão, tampas de caixa d’água e um forte odor de urina que saía dos banheiros, que mesmo trancados continuam sujos. No espaço ainda há quatro caixas eletrônicos ativos, mas sem qualquer tipo de segurança e uma sala aberta e abandonada, propícia a circulação de moradores de rua e usuários de drogas.

Um fiscal afirmou que aos domingos muita gente que quer ir ao banheiro acaba fazendo xixi na escada. É muito fedor. No meio da pista do terminal cai água de uma infiltração. As pessoas acham que é água limpa, mas é da privada. Quando chove a pista esburacada fica inundada e molha todo mundo. Ainda segundo ele, na semana passada todos os servidores do órgão participaram de uma reunião com a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), onde foi informado que a reforma do T1 iniciaria em janeiro de 2015.

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