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Após ser solta, Marcelaine pode deixar de usar tornozeleira e transitar livremente por Manaus

Advogada informou que a socialite terá liberdade assistida, poderá ir de casa para o trabalho, ao cabeleireiro ou fazer compras e que não terá espaço delimitado para transitar    19/03/2015 às 09:59
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Marcelaine, em liberdade, está sendo monitora por tornozeleira.
Joana Queiroz Manaus (AM)

A empresária Marcelaine Schumann e a babá Karen Arevalo, deixaram ontem, o Centro de Detenção Provisória (CDP) por volta do meio-dia em carros separados – a babá foi levada para a sede da Secretaria de Justiça e de Direitos Humanos (Sejus) no xadrez de uma viatura da secretaria e a empresária chegou em um EcoSport modelo 2015 – e depois de receberem as tornozeleiras eletrônicas, seguiram para as suas casas.

A advogada informou que Marcelaine terá liberdade assistida, que ela poderá ir de casa para o trabalho, ao cabeleireiro, fazer compras no shopping e que ela não tem espaço delimitado para transitar.

De acordo com Márcia, o uso da tornozeleira não vai ser por muito tempo, a defesa está aguardando um habeas corpus que está tramitando na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), que tem como relatora a desembargadora Encarnação das Graças Sampaio Salgado. Conforme a advogada, se o habeas corpus for concedido, Marcelaine deixará de usar a tornozeleira e poderá transitar livremente por onde quiser.

Delação Premiada

O Ministério Público vai propor delação premiada para o réu Rafael Leal dos Santos o “Salsicha”, autor dos disparos que acertaram a nuca da bacharel em Direito, Denise Almeida da Silva, no dia 12 de novembro do ano passado, segundo informou ontem o promotor do caso Rogério Marques. “Para o processo não é uma necessidade, mas é uma possibilidade do réu contar toda a verdade sobre o caso e ainda ser beneficiado com a diminuição da pena”, disse o promotor.

Salsicha é o único dos quatro réus do “caso Marcelaine” que não foi acareados com os demais réus Charles Mac Donald Lopes Castelo Branco e Karen Arievalo e com os delegados da Polícia Civil Paulo Martins e Georgia Cavalcanti e o investigador Geraldo Filho. A acareação dele está marcada para acontecer na sexta-feira.

De acordo com o promotor, a delação premiada é uma possibilidade de acontecer, mas vai depender da defesa do réu aceitar e Rafael estar disposto a falar a verdade ou persistir na mentira. Para Marques, Salsicha é o mais prejudicado, já que há provas de que foi ele quem tentou matar Denise. “Essa é uma possibilidade que vamos analisar, mas vai depender do advogado e do réu”, reforçou o promotor.

Distante a 500 metros da vítima

De acordo com o que foi exigido no despacho do juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri, Mauro Antony, para que elas ganhassem liberdade, as duas deverão se manter a 500 metros de distância da casa da vítima a bacharel em Direito Denise Almeida da Silva, e estão proibidas de manter contato com os demais réus do processo, só estão autorizadas a transitar de casa para o trabalho e no horário de 8h até as 18h quando deverão se recolher. Aos domingos estão proibidas de sair de suas casas. Marceleine também teve o passaporte confiscado pela Justiça.

A advogada de Marcelaine, Márcia Coelho, disse ontem que tinha falado com a ré logo cedo e ela esta demonstrou estará tranquila e que a mesma lhe fez um pedido para que ajudasse algumas presas que ela conheceu na cadeia e que não tinham advogados para fazer suas defesas.

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