Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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Atualmente, as estações do Expresso são utilizadas pelos ônibus do sistema convencional, mesmo estando em péssimas condições
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Plataformas do Expresso

Após serem reformadas, plataformas do sistema Expresso vão ser demolidas

Após reforma de R$ 1 milhão, as 13 plataformas que integravam o sistema Expresso em Manaus serão demolidas


17/04/2013 às 08:58

Construídas por Alfredo Nascimento, pagas por Serafim Corrêa e abandonadas por Amazonino Mendes, as plataformas do falido sistema Expresso serão agora reformadas pela administração Artur Neto. Vão servir de solução provisória para o plano de mobilidade urbana da cidade com vistas à Copa do Mundo de 2014.

Chamado atualmente de BRS (Bus Rapid Service), o sistema funcionará nos moldes do antigo Expresso, com vias exclusivas para ônibus articulados, que circulam junto ao canteiro central. Segundo o coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa no âmbito do Município (UGM/Copa), Bernardo Monteiro de Paula, serão reformadas prioritariamente 13 plataformas, localizadas nas avenidas Max Teixeira, Torquato Tapajós e Constantino Nery, que ligam a Zona Norte ao Centro de Manaus. A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que a reforma das 13 paradas de ônibus vai custar aproximadamente R$ 1 milhão.

O projeto e a identidade visual das novas plataformas foram feitos pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).  “Esse é o primeiro componente do rol de projetos de espaços que sofrerão intervenção do projeto Corredores da Copa. São os principais eixos da cidade. Inclui requalificação das paradas, paisagismo em alguns pontos, iluminação pública e reforma nas vias”, disse Bernardo Monteiro de Paula.

Ele admite que as plataformas que serão reformadas estão no mesmo traçado do Monotrilho e serão inutilizadas após a construção do metrô. “Por isso faremos apenas uma reforma. Não podemos deixar por quatro anos as paradas daquela forma. Aquilo deixa a cidade feia”, disse Bernardo. O Monotrilho de Manaus, como já foi anunciado, não ficará pronto até a Copa.

A SMTU  afirmou que o projeto de  revitalização das plataformas situadas nos canteiros centrais inclui, ao todo, 37 paradas bi-direcionais e sete direcionais. “A princípio, as paradas do eixo Norte/Centro, que atenderão à  Arena da Amazônia, são as prioridades”, informou a SMTU, por meio de nota.

Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Infraestrutura,  “a execução tem início assim que o projeto for enviado da SMTU até a Seminf”. De acordo com a UGM-Copa, a licitação para a execução das reformas deve ser feita dentro de um mês.

Expresso é fruto de empréstimo milionário

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Construídas na administração Alfredo Nascimento, há dez anos, as plataformas do sistema Expresso são fruto de um empréstimo contraído pelo Município junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o ex-prefeito Alfredo Nascimento, o empréstimo foi de R$ 12 milhões, com contrapartida de apenas 10% da Prefeitura.

Em entrevista a A CRÍTICA,  em 2010, o ex-prefeito atribuiu aos seus sucessores (Luiz Alberto Carijó e Serafim Corrêa), a falência do Expresso. Conforme disse, o projeto foi interrompido quando ele saiu da Prefeitura e a última parcela do empréstimo junto ao BNDES foi devolvida. “Significa dizer que o projeto não foi continuado”, disse Alfredo, em declaração anterior.

Consultado, o ex-prefeito Serafim Correa disse, ontem, que somente em sua administração pagou R$ 25 milhões ao BNDES, valor fruto da dívida contraída para a construção do Expresso. “A maior parte do Expresso foi paga na minha administração. Essa foi a parte que me coube”, limitou-se a dizer Serafim Corrêa.

Projeto divide opiniões dos usuários do sistema

Usuários do transporte coletivo de Manaus e motoristas divergem sobre a reforma das plataformas. Na opinião de Valmar Aragão, 51, que faz uso diariamente de um dos pontos que serão reformados, na Avenida Constantino Nery, uma nova cobertura vai “facilitar a vida” dos usuários dos ônibus articulados.  

“Só passando um dia de chuva para você ver o que a gente sofre aqui”, disse. O pedreiro Jairo Oliveira, 38, tem o mesmo pensamento. “Essas paradas estão precisando urgentemente de reforma. Só quem usa é quem sabe da dificuldade que é isso aqui com sol e com chuva”, opinou Oliveira, que trabalha como operário na Arena da Amazônia.

Já os taxistas Josias Lira, 61, e Valteney Castro, 48, acreditam que a circulação de ônibus em via exclusiva atrapalha o já conturbado trânsito de Manaus. “Vai ser complicado”, comentou Valteney Castro. “Para esse sistema ser eficaz, não se pode permitir que os ônibus parem em todos os pontos”, disse Lira.


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