Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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PEDIDO

Após tragédias, moradores do Educandos fazem apelo por obras do Prosamim no bairro

Há quase três meses, moradores se organizam em reuniões e elaboração de projetos visando sensibilizar o Governo do Estado


07/04/2019 às 06:05

Considerado o segundo bairro mais antigo de Manaus, só atrás do Centro, o Educandos, na Zona Sul, busca atenção das autoridades para entrar na programação de obras do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). Há quase três meses, moradores se organizam em reuniões e elaboração de projetos visando sensibilizar o Governo do Estado.

O bairro, conhecido como “Cidade Alta” ou “Alto”, tem duas realidades. Uma delas traz as características de ordenamento público como ruas pavimentadas, iluminação pública, saneamento, fácil acesso aos serviços públicos, residências localizadas em espaços apropriados e certa segurança.

“Por outro lado, temos uma orla que abriga em torno de quatro mil pessoas na mais completa ausência dos caracteres da política pública. Por lá não há ruas pavimentadas, iluminação pública, fácil acesso aos serviços públicos, saneamento, etc. Isso tudo se traduz em irresponsabilidade de quem decidiu morar ali e ausência do poder público municipal e estadual no que tange ordenamento e reordenamento urbano”, afirma Gil Eanes, presidente do Instituto Cidadania e Desenvolvimento Social do Amazonas (ICDSAM) e um dos membros do Grupo de Apoio ao Prosamim em Educandos (Gape) - este último uma entidade emergencial dos moradores educandenses. 

As reivindicações vem há anos, mas o estopim para uma mobilização mais projetada dos educandenses foi o alarmante tráfico de drogas na região e os incêndios registrados no bairro nas áreas de alagados, principalmente o sinistro ocorrido em 17 de dezembro do ano passado que desabrigou quase 600 famílias.

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O bairro já registrou outras tragédias de sinistro em 1945, 1950, 2008 e no último final de semana. A origem é sempre a mesma: casa de madeira construída em local impróprio e sem critérios técnicos para uma habitação segura, dizem os comunitários. 

E a possibilidade de novas tragédias é iminente. Mediante isso, o Gape dispõe de dois projetos - formulados pelo radialista, topógrafo e projetista Erasmo Amazonas e pelo arquiteto e urbanista Bosco Chamma - que servirão como sugestão para iniciar as conversas com a Secretaria da Região Metropolitana de (SRMM) e Unidade de Projetos Especiais (UGPE) visando obras do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus no bairro. Quadras poliesportivas, torres com apartamentos, área de lazer, centro de convenções e orla organizada e revitalizada estão entre as propostas da Gape.

Na última sexta-feira, o GAPE reuniu com a UGPE levando suas propostas e sugestões, e novos encontros devem acontecer e a expectativa dos moradores é positiva. “A solução para problemas como os incêndios está na implementação das obras do Prosamim 4, na orla do Educandos. Vemos que tanto a Prefeitura quanto Governo do Estado, tem a oportunidade de corrigir esse gravíssimo erro de governos passados. Já temos documentos e projetos prontos para apresentar como sugestões. E convidamos os demais moradores a entrarem nessa luta conosco”, disse Gil Eanes.

Para fortalecer a demanda, contatos políticos já foram realizados com lideranças do governador Wilson Lima na Assembleia do Estado (ALE-AM), há duas semanas, e, na semana passada, com um vereador de Manaus. “Minha expectativa é boa acredito que o governador vai abraçar esse projeto porquê Educandos merece”, disse o taxista educandense Jeferson Monteiro, um dos articuladores do Gape.

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