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Após três anos de espera, escola estadual não inicia aulas

Escola padrão no conjunto Cidadão 10, no Parque Riachuelo, Zona Oeste de Manaus, só deve ser inaugurada no 2° semestre de 2015 26/02/2015 às 11:14
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Segundo a Seduc, enquanto a obra segue parada, o Centro de Educação de Tempo Integral Garcitylzo do Lago e Silva, também no conjunto, atende a demanda
LÍVIA ANSELMO Manaus (AM)

Desde 2012, moradores do Conjunto Cidadão 10, no Parque Riachuelo, Zona Oeste de Manaus, esperam pela inauguração de uma escola estadual padrão com 12 salas. O ano letivo teve início no dia 4 de fevereiro, mas a previsão para inauguração do local, segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), é o mês de junho.

Mãe de três crianças, a dona de casa Andreia Rocha, 33, disse que já desistiu de esperar pela inauguração. “Ninguém liga se está pronto ou não. Já perdi as contas de quantas vezes disseram que ia ser a verdadeira inauguração”, desabafou.

Ela e o marido chamam o local de “escola fantasma” pela falta de nome. “Está há tanto tempo sendo construída e já devia ter pelo menos um nome, mas nem isso colocaram”, ressaltou.

Quem diz ser testemunha do problema é a cabeleireira Astrineide Maciel, 49, moradora do conjunto desde fevereiro de 2012. Segundo ela, materiais de construções já foram roubados. “Quando desistiram da primeira vez, roubaram um monte de material. Não tinha ninguém cuidando para impedir”, disse.

O industriário Willison Rodrigues, 46, questiona os prazos e preços expostos nas placas em frente à obra. Em 2012, o valor era de R$ 3,8 milhões. Em dezembro, quando a obra foi retomada, a nova placa indicava o preço de R$ 3,6 milhões. “É muito dinheiro e a obra nunca termina”, destacou.

Na época em que a escola ficou parada, Willison fotografou as imagens de abandono e descaso com o que já tinha sido feito.

De acordo com a Seduc, os primeiros R$ 3,8 milhões não foram pagos à empresa, que foi retirada do processo.

Em nota, a Seduc informou que o atraso da obra se deu pelo não cumprimento dos prazos por parte da empresa inicialmente licitada para a execução dos serviços. A primeira empresa foi destituída e uma nova em presa contratada para reiniciar o trabalho em dezembro passado.

Ainda de acordo com a Seduc, a escola terá 12 salas de aulas, ambientes administrativos, quadra poliesportiva e atenderá 1.440 estudantes nos três turnos de funcionamento.

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