Quarta-feira, 03 de Junho de 2020
MONTE HOREBE

Após uma semana de reintegração, mais de 2 mil famílias assinaram acordo

Reintegração completa uma semana nesta segunda-feira (9). Sábado e domingo foram dias de “tranquilidade” em comparação com os primeiros cinco dias de operação



reintegra__o12_E804484B-E6D6-4B90-B3C9-AC2B5D545A5D.JPG Foto: Sandro Pereira
09/03/2020 às 08:55

O atendimento da Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) para as famílias do Monte Horebe que desejam assinar acordo para deixar a invasão será retomado na próxima quarta-feira. Mas, diferentemente de como ocorreu na semana passada, não será mais realizado no Colégio Militar da Polícia Militar VI (CMPM VI), no Residencial Viver Melhor. 

O novo endereço para quem quiser deixar a ocupação e receber auxílio aluguel de R$ 600 mensais até o governo providenciar uma moradia é a sede da Defensoria Pública Especializa em Atendimentos de Interesse Coletivo, localizada na rua 24 de Maio, nº 321, Centro da capital. O serviço às famílias será reiniciado a partir das 8h. 



Após a reintegração de posse completar uma semana, sábado e domingo foram dias de “tranquilidade” em comparação com os primeiros cinco dias de operação. 

Movimento pacato, casas derrubadas e a esperança mantida formavam o cenário da comunidade no sábado.  Durante toda a manhã, a polícia e as secretarias estaduais atuantes fizeram atendimentos e monitoraram o local. Sem água ha alguns dias, moradores puderam pegar água em carros pipas disponibilizados pela empresa Águas de Manaus, após acordo intermediado pela DPE-AM.

A manicure Edivana Souza, disse que os moradores estavam buscando água no Viver Melhor para poder fazer as atividades diárias e beber. “Eu moro aqui tem dois anos, na parte nova do Monte Horebe. A gente estava com dificuldade por conta da falta de água e energia. Minha vontade mesmo era ficar aqui, porque antes eu morava de aluguel e é muito complicado. Eu espero que a gente consiga voltar à vida normal”, declarou. 

Muitos moradores reclamaram de algumas dificuldades desde o início da desocupação. Muitos disseram que, apesar da forte presença da polícia, bandidos estão entrando nas casas de noite para roubar.  “Tem gente com medo de sair para trabalhar por causa disso. Tá complicado sem água e luz também. A gente espera que tudo se resolva e a gente consiga seguir a vida”, disse a dona de casa Margareth Souza. 

Moradores ainda faziam mudanças em caminhões baú e outros voltaram para pegar material de construção. “Minha casa foi derrubada. Estamos morando na casa da minha irmã, até sair o aluguel. Eu voltei para pegar umas madeiras da minha casa e tentar reaproveitar , relatou o pedreiro Joelson Freitas.

Governo: 100% da área foi atendida pelas equipes de  ‘selagem’

Entre segunda e sexta-feira da semana passada, o levantamento realizado pela força-tarefa  de reintegração do Governo do  Amazonas  apontou 2.340 imóveis que possuíam famílias. Destas, 2.204 assinaram acordo para deixar o local.  

Mais de 1.400 imóveis foram demolidos por não ter qualquer pessoa residindo. Até sábado, 209 famílias haviam recebido apoio de transporte para a mudança. Segundo o governo, 100% da área foi atendida pela selagem, que é a identificação da residência para identificação do serviço social.

Enquanto aguardam solução de moradia definitiva, as famílias vão receber pelo período de seis meses um aluguel-social mensal no valor de R$ 600. O prazo pode ser prorrogado caso a solução definitiva de moradia não seja ofertada no período estipulado.

A defensoria, em parceria com os órgãos de atuação social do Executivo Estadual, fazem o levantamento e a identificação das famílias a serem beneficiadas com o acordo.

 

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Repórter de Cidades
Formada em 2010 pela Uninorte, é pós-graduada em Assessoria de Imprensa e Mídias Digitais pela Faculdade Boas Novas. Repórter de Cidades em A Crítica desde 2018.

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