Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
SEM AMPARO

Aposentada que teve infarto sofre com falta de remédios no Hospital João Lúcio

Maria das Dores Vieira da Silva, 59, precisa dos remédios para não apresentar complicações até a realização de cateterismo; filho teve que comprar todos os medicamentos



idosa.JPG Maria das Dores Vieira da Silva, 59, não sabe ainda quando irá fazer a cirurgia de cateterismo. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
11/06/2017 às 17:33

A aposentada Maria das Dores Vieira da Silva, 59, teve um infarto na última quinta-feira (8) e está internada no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste de Manaus, mas a instituição não tem os medicamentos necessários para que ela não apresente complicações até a realização da cirurgia de cateterismo cardíaco.

A denúncia é do filho da paciente, o técnico em segurança do trabalho Luiz Carlos Vieira da Costa, 38. Segundo ele, os remédios custaram mais de R$ 200, sendo que eles devem durar uma semana. Além disso, ele não sabe até quando poderá custeá-los e teme que sua mãe não resista.



“A minha mãe teve um infarto em frente ao SPA e Policlínica Danilo Corrêa [Cidade Nova, na Zona Norte] e teve de ser reanimada. O médico do Danilo Corrêa ligou três vezes pedindo uma ambulância para transferi-la ao João Lúcio, mas ninguém veio buscá-la e arranjamos um carro para levá-la. No João, ela fez um eletrocardiograma e outros exames que constataram que ele havia tido um infarto. Ela foi atendida por um clínico geral, porque não há cardiologista no João Lúcio, e o médico disse que não tem há dois meses os medicamentos para o tratamento”, contou.

Para completar as dificuldades, Luiz informou que a equipe médica autorizou a cirurgia de sua mãe no Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), centro especializado no Amazonas em cirurgias cardíacas, mas não há previsão de ocorrer o procedimento porque um dos equipamentos utilizados na operação está quebrado.

“Não tem medicamento, não tem cardiologista, máquina está quebrada, só Deus para ajudar a minha mãe. As enfermeiras me falaram que cada minuto que passa é um dia de vida que ela perde. Já foi constatado que ela tem uma obstrução em uma das artérias. Se não tomar o medicamento, o coração dela pode parar a qualquer momento”, destacou, complementando ainda que muitas pessoas que estão internadas no João Lúcio estão passando pelos mesmos problemas de sua mãe.

A direção do Pronto-Socorro do João Lúcio informou por meio de nota que possui em sua farmácia, para ministração nos pacientes internados, os medicamentos Losartana 500mg, Sustrate 10mg, Metropolol 50mg, Clopidrogel 75mg e Sinvastatina 20mg e que portanto não procede a informação de que não há esses medicamentos na unidade.

Com relação a realização do procedimento de cateterismo, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) explicou que a máquina de hemodiâmica do Hospital Universitário Francisca Mendes encontra-se danificada e a direção da unidade está providenciado o conserto. A peça danificada é importada da fabricante da máquina na Alemanha. A mesma já foi encomendada e tem previsão de chegar a Manaus nos próximos 30 dias. Os pacientes que necessitam do procedimento estão sendo encaminhados para uma unidade da rede privada, conveniada com o Sistema Único de Saúde (SUS).   

Sobre o transporte de pacientes da residência para uma unidade de saúde o órgão destacou que não é responsabilidade da Susam. Esse serviço é realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), gerenciado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.