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Manaus
Emprego

Área de serviços do Amazonas registra 727 novos contratos, diz relatório

Os dados são do Ministério do Trabalho, que divulgou o relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados 26/06/2017 às 05:00
Show carterira de trabalho
De acordo com a presidente Abrasel, Lilian Guedes, há uma previsão de aumento no faturamento do setor até o final do ano de até 3%. (Foto: Divulgação)
Rebeca Mota Manaus (AM)

Apesar do cenário difícil para segmento de serviços, uma queda de 10,7% em abril na comparação com igual período do ano passado, conforme o IBGE, maio, o setor gerou 727 novos empregos. Os dados são do Ministério do Trabalho, que divulgou o relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Dentro do segmento de serviços houve crescimento nas áreas de comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos com 355 admissões e de serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação com 344 pessoas contratadas neste período, registrando uma variação de 1,55% nesses dois subsetores. 

Em geral, o Amazonas perdeu 225 vagas formais de emprego em maio. Apesar de negativo, o resultado foi o melhor desempenho para o mês desde 2013, quando foram gerados 54 postos de trabalho com carteira assinada.

De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Lilian Guedes, na pesquisa realizada pela associação, o setor, apontou um crescimento por uma queda das demissões e um possível crescimento nesse segundo trimestre, além disso, um aumento no faturamento até o final do ano de até 3%.

“Eu, particularmente, tive crescimento no meu restaurante com excelentes resultados em maio, inclusive fiz contratações e já sentimos internamente. Abril foi um mês de 0 a 0, ou seja parou de cair, apenas equilibrou em relação ao ano passado. Nós atribuímos a melhoria no mês passado em questão de equilíbrio mesmo com a questão política. Por isso, enquanto nós tivermos uma política insegura a bolsa cai e os negócios caem”, revela.

A presidente Sindicato dos Corretores de Imóveis do Amazonas (Sind Imóveis –AM), Marcia Chagas, conta que se surpreendeu com o crescimento De empregos do setor.

“O que está acontecendo é os corretores passaram a se especializar dentro da área, então é por isso que tenham dizendo que o segmento cresceu. Outro fato, é que algumas construtoras passaram a contratar os corretores de imóveis em regime de CLT”, diz.

Ela destaca que houve o aumento na procura para quem quer regularizar suas casas, que administre o os imóveis e faça a perícia. “A categoria precisa de atuação e isso está em falta no mercado local e instituições que ofereçam qualificações. O corretor também precisa investir nisso, como cursos técnicos e de cursos de curtas durações. O próprio sindicato tem oferecido curso de MBA, graduação e técnico em parceria com o Cetam”.
 

Para o presidente da Federação do Comércio (Fecomércio-AM), José Roberto Tadros, deve ser analisado o crescimento dos subsetores. “Na área de hotelaria e turismo houve uma queda brutal, agora é possível que a melhoria da economia e a estabilidade no que tange a desemprego que parou de ter viés de baixa e que as pessoas estejam mais confiantes mais do que antes, pois não se sentem ameaçadas de perder emprego”. 

Ele declara que a evolução do país estaria melhor caso não tivesse acontecido a Operação Carne Fraca deflagrada em março deste ano, no qual fez história, envolvendo mais de 1.100 policiais em seis estados do País e no Distrito Federal e que apontou grandes nomes da indústria alimentícia, como a JBS (dona da Seara, Big Frango e Friboi) e a BRF Brasil (que controla marcas como Sandia e Perdigão).  

Tadros destaca o crescimento da construção civil, que recruta mão de obra não qualificada em vários setores, serventes, ajudantes de pedreiro, transporte de areia. “Quando começa a melhorar a construção de imóveis ativa diretamente a construção civil”.
Cenário Nacional

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, usou seu perfil no Twitter na última terça-feira (20) para comemorar o resultado do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de maio, com a criação de 34.253 postos de trabalho com carteira assinada no mês passado no Brasil.

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