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Manaus
PROSAMIM

Áreas impactadas pelas ações de saneamento do Prosamim serão acompanhadas

O programa receberá ações permanentes de monitoramento das obras de intervenção nas áreas impactadas pelas ações de saneamento 15/02/2017 às 12:09 - Atualizado em 15/02/2017 às 12:10
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Objetivo da medida é fiscalizar os impactos das ações humanas no Prosamim, seja por parte do Estado ou de moradores (Foto: Gilson Melo/ Freelancer)
Alik Menezes Manaus (AM)

Após 13 anos da implantação e inauguração da primeira etapa do Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (Prosamim), o programa receberá ações permanentes de monitoramento das obras de intervenção nas áreas impactadas pelas ações de saneamento. Moradores dizem que falta educação por parte da própria população e, também, ações de fiscalização e punição de órgãos responsáveis para inibir irregularidades.

Segundo a doméstica Ana Maria Alves, 44, que mora no Parque Gilberto Mestrinho há cinco anos, é comum ver pessoas jogando lixo no igarapé. “Muitos moradores são acostumados a jogar o que não presta aí, mas a gente nem pode falar nada porque eles ameaçam a gente. Jogam de móveis inteiros e até animais lá dentro”, relatou.

De acordo com Ana Maria, há também a ameaça constante de surgirem novas construções irregulares ao longo das margens dos igarapés, uma vez que não há fiscalização nenhuma. “Muitas vezes moradores já se reuniram para expulsar algumas pessoas que fazem barracos, mas, às vezes, são os próprios moradores que tentam construir”, explicou.

Obras irregulares

Outro problema relatado pelos moradores são os “puxadinhos” com fins comerciais. O estudante universitário Hiago Santos, 18, afirmou que postos de lavagem de carros funcionam irregularmente em várias unidades do Prosamim. “Eles usam calçadas como estacionamento para lavar os carros e jogam todo tipo de resíduo no igarapé. Isso acaba poluindo e prejudicando toda aquela área. E vale lembrar que é proibido ter qualquer tipo de comércio nos prédios, mas como não tem nenhuma fiscalização eles se aproveitam”, contou.

Para o estudante, é necessário haver ações de fiscalização permanente para evitar construções irregulares e novas invasões. “Não adianta apenas construir prédios, praças, quadras e passeios, também é necessário que o governo fiscalize, evite novas invasões e alerte a população”, disse.

Esquecidos

No Prosamim 3, na Bacia do São Raimundo, moradores elogiaram as obras na orla do rio, mas também dizem que falta educação dos moradores e fiscalização. “Está tudo tão lindo, mas as pessoas precisam se conscientizar e parar de jogar lixo. E o Estado precisa fiscalizar. Parece que depois que inauguram, esquecem do local”, disse a dona de casa Mariana Silva Rocha, 52.

Ipaam e Batalhão Ambiental vão reforçar monitoramento

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Batalhão Ambiental irão fiscalizar e monitorar obras de intervenção nas áreas do Prosamim. Segundo a diretora-presidente do Ipaam, Ana Aleixo, antes de ações mais rígidas com aplicações de multas, serão promovidas campanhas educativas e de fiscalização, mas ainda sem data para iniciarem.

O planejamento para o início dos trabalhos ainda está sendo definido pela diretoria técnica do Ipaam e a UGP-Prosamim.

De acordo com Aleixo, as ações ocorrerão em todas as áreas entregues, planejadas e em execução do Prosamim. “Nas entregues iremos combater a poluição, nas planejadas e nas obras em execução queremos evitar a instalação de novas fontes poluidoras”, disse.

Aleixo disse, ainda, que a área do Igarapé do 40, em suas diversas etapas, e do Igarapé do São Raimundo são as mais problemáticas do Prosamim.

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