Domingo, 12 de Julho de 2020
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Na Aleam, arquivamento de pedido de impeachment contra Wilson gera debate

Na sessão plenária, a discussão iniciou durante o pronunciamento do deputado estadual Augusto Ferraz



pol_tica_575B3E17-54DA-4C48-8C39-55EC91CCEC84.jpg Foto: Izaias Godinho
06/02/2020 às 13:10

O arquivamento do processo de impeachment do governador Wilson Lima foi tema de um extenso debate entre os deputados estaduais, durante o grande expediente na plenária da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), nesta quinta-feira (6).

No dia 18 de dezembro, os deputados Wilker Barreto (Podemos) e Dermilson Chagas (PP) assinaram o pedido de impeachment do governador, onde se alegava uma "grave crise da saúde pública do Estado". Segundo eles também havia "omissão do Governo em propor soluções para problemáticas na saúde como falta de medicamentos".



A mesa diretora da Aleam, porém, decidiu pelo arquivamento do processo. A publicação no Diário Oficial do Estado, de quarta-feira (5), alegava a falta de fundamentação com relação aos elementos subjetivos da conduta; ausência de demonstração de nexo de causalidade; inépcia da exordial acusatória por ausência de descrição precisa e clara dos fatos e não individualização das condutas dos denunciados.

Na sessão plenária, a discussão iniciou durante o pronunciamento do deputado estadual Augusto Ferraz (DEM). O parlamentar se dirigiu aos deputados Wilker Barreto (Podemos) e Dermilson Chagas (PP), dizendo que eles colocaram a população contra o Estado do Amazonas. Ele questionou, ainda, sobre os fundamentos do processo de impeachment.

"Se fosse para pedir impeachment, por que não pediram há quarenta anos, onde as gestões eram de péssima qualidade? Em um ano querem que o Wilson Lima coloque tudo no eixo? Não tem como! É impressionante a cabeça do Dermilson e do deputado Wilker Barreto. Eu não tenho nada dentro do governo e eu não quero nada. Eu quero ajudar a fazer uma gestão de qualidade", disse o parlamentar.

Augusto Ferraz, que também é pré-candidato à prefeitura de Iranduba, falou que a terceirização dos técnicos na pasta da saúde, era realizada com o objetivo de "roubar o Estado".

"Era feito para enriquecer donos de empresas. Que talvez, nem existisse empresa. Eu parabenizo o governo por diagnosticar esse sistema que foi criado para tirar dinheiro do Estado", disse.

Em contrapartida, o deputado Dermilson Chagas afirmou que os atos denunciados foram em respeito à população e às crianças vítimas de cardiopatia. Ele ironizou, ainda, a pré-candidatura de Augusto Ferraz ao pleito municipal de Iranduba.

"A eloquência no seu discurso me emociona e me faz chorar, não sei se de alegria ou de tristeza. Mas fico feliz porque você é um homem que quebra barreiras. O senhor é um homem rico, não sei nem o porquê de estar na política", disparou o parlamentar.

Além disso, o deputado Dermilson Chagas ressaltou que as discussões técnicas devem ser realizadas em âmbito racional. "Não podemos nos deixar levar pela emoção. Pelo momento. Porque todo o governante é plantonista. Mas as consequências ficam para o resto dos anos", disse o parlamentar.

A deputada estadual Joana d'Arc (PL), que é líder do governo na casa, disse que as discussões são válidas ao propor soluções para os problemas de Estado. A parlamentar disse que a contratação direta dos técnicos de enfermagem representam avanços na gestão de Wilson Lima.

"Deputado Dermilson, eu fico pensando se vossa excelência não reconhece a contratação direta dos técnicos de enfermagem. Há anos o Estado enriquecia as empresas, que ficavam milionárias e não pagavam os funcionários mesmo que recebessem corretamente. O governador Wilson Lima teve a coragem de quebrar esse ciclo vicioso. É inegável o avanço que temos na saúde", disse a parlamentar.

O deputado Wilker Barreto disse ao a Crítica que não foi notificado pela casa e solicitou da mesa diretora as razões do arquivamento do pedido de impeachment.

"Para um processo de impeachment ser rejeitado e sob a legalidade, não é mérito. Vou cobrar da mesa a minha notificação, os 5 dias que eu tenho para rejeitas e o processo volta ainda para a CCJ para os recurso da  oposição serem apurados. Ainda não acabou" , concluiu


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