Publicidade
Manaus
Feirinha da Eduardo Ribeiro

Artesãos enfrentarão concorrência de ambulantes da Galeria Espírito Santo

Sem medo da fiscalização e com o argumento de que precisam trabalhar, vendedores irregulares ocupam e desfilam oferecendo seus produtos pelas calçadas da  avenida 22/09/2016 às 05:00
Show eduardo ribeiro0888
Sucos e mingau são vendidos livremente por ambulantes na Eduardo Ribeiro. Foto: Euzivaldo Queiroz
Alik Menezes Manaus

Após a revitalização da avenida Eduardo Ribeiro, a tradicional “feirinha” de artesanato, que estava sendo realizada no entorno da Galeria Espirito Santo, voltará para o endereço original a partir desse domingo. Mas os artesãos precisarão disputar espaço e clientes com vendedores ambulantes irregulares que continuam trabalhando na principal avenida do Centro.

Sem medo da fiscalização e com o argumento de que precisam trabalhar, vendedores irregulares de água, acessórios falsificados para celulares, de lanches, de frutas e artesãos ocupam e desfilam oferecendo seus produtos pelas calçadas da  avenida.  Fiscais da Subecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercados (Subsempab) até circulam pela região, mas não orientam e também não reprimem a atividade irregular dos ambulantes. A secretaria diz que fiscaliza diariamente, mas não é o suficiente para coibir as ações dos vendedores que ocupam a via pública.

Para facilitar a venda e a fuga, caso o “rapa” apareça, os vendedores utilizam caixas de isopor e pequenos mostruários. “Muito raro nos abordarem, mas a gente se previne e se prepara. Esses mostruários são uma alternativa para sair correndo”, disse Maria Julia Sena, que vende chips e  acessórios para aparelhos celulares.

No total, 380 artesãos  estão autorizados a voltar a trabalhar na avenida, aos domingos, mas esse retorno deve ser aos poucos porque muitos estão de licença ou expondo em outros lugares, segundo o presidente da Feira de Artesanato e Produtos do Amazonas (Afapa), Wigson Silva, que comemorou a volta ao lugar de origem.

Ameaças
Neste domingo, permissionários da Galeria Espírito Santo não iram abrir as lojas e prometem expor seus produtos no cruzamento das avenidas Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro. Segundo um grupo deles,  com a saída da feirinha do entorno da galeria o movimento vai cair. “A feirinha deu um gás nas nossas vendas, mas estamos tristes com a saída daqui”, disse uma das permissionários que pediu para não ser identificada.

Além do movimento que deve reduzir na galeria aos domingo, os permissionários alegam que também irão expor na Eduardo Ribeiro porque há muitos ambulantes irregulares que atuam na área indiscriminadamente. “Nós vamos mesmo. Se esses ambulantes podem porque iriam proibir a gente? No domingo a gente também vai estar lá”, promete a permissionária, que avalia como pqueno o  movimento na galeria nos dias da semana.

Proposta alternativa
Para a permissionária Joselina Nascimento, 36, uma alternativa e proposta para que as vendas na galeria não fossem prejudicadas, aos domingos, seria parte da “feirinnha” continuar na entorno da galeria.  “Parte dos artesão ficariam na Eduardo Ribeiro mesmo e  outros poderiam ser colocados na 24 de Maio, aqui na esquina da galeria. Dessa forma a gente não sentira tanto. Porque o movimento vai cair sim”, disse.

Publicidade
Publicidade