Terça-feira, 25 de Junho de 2019
SUSTENTABILIDADE

Artistas amazonenses planejam escola de samba com resíduos de Carnaval

A ideia é produzir alegorias e fantasias com materiais mais duráveis. Se depender da diretoria, em 2020 a escola já estará na avenida do samba



agora_representante_FBF2BFD7-F114-4DAA-A90F-E272C7D22C64.JPG Rosa dos Anjos é uma das mentoras do projeto. Foto: Reprodução/Facebook
10/06/2019 às 07:37

Que todo carnaval tem o seu fim, todo mundo sabe, agora qual fim dar às fantasias e carros alegóricos que desfilam na avenida todos os anos, há controvérsias. Um fim mais artístico e biodegradável são as principais propostas de um grupo de artistas amazonenses, de diversas áreas, que tem se reunido para criar uma escola de samba sustentável. O nome provisório dela é “Amazônia dos Artistas Voadores”. E se depender dos envolvidos, em 2020 a escola já estará na avenida do samba.

Uma das mentoras do projeto, a artista plástica Rosa dos Anjos, diz que além de reforçar a mensagem da sustentabilidade no carnaval, a escola de samba pretende dar ainda mais destaque aos artistas regionais que fazem a folia acontecer, porém acabam ficando mais no anonimato.

“Eu nunca vi uma escola de samba criada exclusivamente por artistas de renome da nossa região (sendo que qualquer pessoa poderá participar, claro). Através dos nossos sambas-enredos queremos conscientizar a sociedade a respeito do meio ambiente e de mudanças urgentes de comportamento que devemos ter. Nossas alegorias e fantasias serão feitas com material mais durável, reaproveitado, que após o término do desfile deverão ser aproveitadas numa área verde da cidade”, explicou.

Para ela, o objetivo, também, é que essa prática de política sustentável a ser adotada pela escola de samba seja levada não só para as agremiações mais tradicionais de Manaus, mas para o Brasil inteiro.

“Será muito satisfatório [ao artista] ver uma escultura dele, de um carro alegórico que desfilou no carnaval, dias, meses, até anos depois embelezando uma praça da capital ou de alguma cidade do interior do Amazonas. Ou seja, ao invés de se tornar lixo após o desfile, essa obra ganhará um conceito, uma durabilidade”, projetou Rosa.

O sambista amazonense Rosivaldo Cordeiro, que há três anos tem divulgado a música popular brasileira em Paris, na França, e o diretor artístico Jorge Kennedy, que já esteve envolvido em algumas edições do espetáculo natalino “Glorioso”, são alguns dos artistas que abraçaram a ideia. 

Contudo, o principal, como explica Kennedy, é que o projeto da escola de samba sustentável seja uma “chamada geral” aos artistas amazonenses de todos os segmentos.

“Queremos promover uma grande mesa redonda para discutir e aperfeiçoar esse projeto para que, ao fim, todos se sintam donos da ideia”, disse.

O nome, “Amazônia dos Artistas Voadores”, partiu de Kennedy com a intenção de fazer um trocadilho com o fenômeno dos “rios voadores”.

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Repórter do caderno de Cidades - Jornal A Crítica

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