Quinta-feira, 27 de Junho de 2019
Iniciativa

Artistas vão realizar evento e doar toda a bilheteria para a construção de hospital

O Hospital do Sangue está sendo construído em uma área de 48 mil metros quadrados, onde já existe um amplo almoxarifado com mais de 3 mil metros quadrados, oficinas de manutenção preventiva e corretiva e entre outros



adadas.JPG As obras tiveram um atraso e devem ser concluídas apenas em 2017. (Foto: Aguilar Abecassis)
13/08/2016 às 10:12

A corrida para angariar recursos para ajudar na construção do Hospital do Sangue, na Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam) está a todo vapor. Nos dias 2 e 3 de setembro, artistas da Música Popular Amazonense (MPA) vão realizar um espetáculo beneficente no Teatro Amazonas e doar toda a bilheteria do evento à iniciativa. De acordo com o Diretor-Presidente do FHemoam, Nelson Fraji, o objetivo é capitanear cerca de R$ 12 milhões. 

O espetáculo “Mas podem me chamar de Chico”, apresentado pelos cantores Lucilene Castro, Marcos Paulo, Cinara Nery, Márcia Siqueira e Zezinho Corrêa, está em sua segunda temporada  e esta edição será doada integralmente à campanha de arrecadação de recursos para o Hospital do Sangue. “Até o ano que vem vamos realizar vários eventos porque precisamos de milhões para concluir a obra até o fim do ano que vem”, destacou o diretor. 

Inicialmente, a obra estava orçada em R$ 58 milhões e deveria ter sido entregue em junho deste ano. No entanto, as obras tiveram um atraso e devem ser concluídas apenas em 2017. 

Nelson Fraji explicou que a iniciativa de realizar a campanha de doação surgiu como uma estratégia para “driblar” a crise econômica que se instalou no País. “Os recursos vem do governo federal com contrapartida do estado. Mas com esse cenário de crise, teremos dificuldades de receber todos os recursos previstos. Então, estamos nos antecipando porque se ficarmos sentados esperando que se tenha uma condição ideal, talvez, só vamos ter um hospital só daqui há uns 20 anos”, explicou. 

Obras paradas

O diretor-presidente ressaltou a importância da Fundação para toda a região, tendo em vista que muita mais que cuidar da transfusão de sangue, a FHemoam também tem a missão de cuidar dos pacientes que possuem doenças no sangue, como as leucemias e linfomas.

“Com o Hospital do Sangue, o FHemoam também terá a missão de cuidar dos pacientes infanto-juvenis com câncer. O que temos hoje é apenas uma enfermaria em condições precárias e queremos melhorar o atendimento para que o paciente tenha mais chances de cura”, afirmou. 

Atualmente, as obras do Hospital do Sangue que chegam a atingir 30% de conclusão, estão paralisadas. Isso porque o governo estadual está fazendo revisões no projeto, tendo em vista que o prazo inicial de entrega não foi concluído. No entanto,  Fraji destacou que as obras devem ser retomadas em breve e só aguarda o aval da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).

Expansão na capacidade

O Hospital do Sangue está sendo construído em uma área de 48 mil metros quadrados, onde já existe um amplo almoxarifado com mais de 3 mil metros quadrados, área de garagem para viaturas oficiais, oficinas de manutenção preventiva e corretiva, uma central de análises clínicas, incluindo um laboratório de anatomia patológica e um hemocentro.

Haverá ainda aumento de capacidade em todos os níveis de atendimento, com ampliação de serviços, laboratórios, enfermarias e construção de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta e pediátrica. Serão mais 146 leitos, incluindo pediátricos e psiquiátricos, ambulatório com 38 consultórios hospital-dia, pronto-atendimento, centro cirúrgico para casos de pequeno e médio porte, salas para tratamento especializado, radioterapia e quimioterapia.

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