Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
ATAQUE

Artur diz que professores que cobram verba do Fundeb em atos são conspiradores

Prefeito exibiu prints de grupos de WhatsApp para sustentar críticas, mas mensagem que traça estratégia é exibida sem o remetente



WhatsApp_Image_2017-09-26_at_17.52.42.jpeg Artur atacou professores que organizam protestos (Foto: Mário Oliveira / Semcom)
26/09/2017 às 17:54

Um dia antes da terceira manifestação dos professores municipais para cobrar repasses do Fundeb aos programas de valorização dos professores, o prefeito de Manaus, Artur Neto  (PSDB) reuniu a imprensa na tarde desta quarta-feira para exibir slides com conversas atribuídas a um grupo de WhatsApp com  profissionais da educação, onde eram articulados os próximos protestos e ações. O prefeito os definiu como  "conspiradores sem compaixão".

A maior parte das conversas exibidas por Artur mostra o telefone de quem mandou a mensagem. Mas uma delas, que lista estratégias de protesto como: retenção  da entrega das notas do terceiro bimestre de 2017; boicote a avaliação do desempenho do estudante para a Prova Brasil e Greve Branca, onde professores iriam para as escolas mas não dariam aula, o telefone aparece cortado, sendo impossível ver quem enviou a mensagem.

Na foto: um print com os números; o outro, traçando estratégias, sem identificar o remetente

"Estão tentando assassinar o futuro da educação municipal. É muito triste ter que lidar com esse tipo de pessoa. Mas que fique muito claro que enquanto pai institucional vou saber lidar com esses professores", afirmou Artur.

O prefeito condenou ainda o uso de expressões consideradas por ele como racistas utilizadas no grupo "Fundeb-Semed Paralisação". Nas mensagens, a  secretária municipal de Educação, Katia Helena,  échamada de "Katirina".

"Isso é crime de racismo contra a secretária, que tomará as providencias necessárias", disse.

Artur Neto disse ainda que encaminhou para a Câmara Municipal de Manaus (CMM) projeto de lei que prevê cláusulas de desempenho para pagamento de 14° e 15° salário aos professores da rede infantil. E afirmou que já há a possibilidade  de pagar as datas-bases em 2018, em meses diferentes.

Sobre pagamento de abono aos professores da rede municipal, nos moldes do que o governo estadual fez, Artur disse que esse é  um assunto "superado". "Abono é uma coisa que não fica, ao passo que os reenquadramentos sim. Nós enfrentamos a educação com muita seriedade. Estão querendo fazer batalha política. É muita gente (nessas manifestações) que foi candidato e não teve êxito. É um movimento minoritário, que tem até uns que foram vereadores, outros que tentam ser e não conseguem. Aí elegem isso como cavalo de batalha", disparou.

A coletiva à imprensa foi realizada na sede da Prefeitura, localizada na avenida Brasil, bairro Compensa,  zona Oeste de Manaus.

CPI do Fundeb

Na manifestação agendada para esta quarta-feira em frente a Câmara Municipal, professores irão cobrar um posicionamento dos vereadores para a instauração da CPI do Fundeb que investigue como, quando, quanto  e onde vem sendo aplicados os recursos do Fundeb.

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