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Artur Neto já considera como certa a quebra de acordo com a Manaus Ambiental

Em entrevistas concedidas nesta quarta-feira (10), o prefeito de Manaus fala da postura que espera da substituta da concessionária 11/04/2013 às 08:47
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No primeiro dia da interdição no sistema, novo rompimento ocorreu em duto
nelson brilhante ---

Uma reunião, por volta de 9h, marcou o primeiro dia de trabalho da Comissão Especial de Auditoria, criada para, de acordo com o prefeito Artur Neto, fazer uma “devassa contábil e operacional” na concessionária de água Manaus Ambiental. A contar desta quarta-feira (10), comissão presidida pelo engenheiro Sérgio Elias, terá 60 dias para ter um diagnóstico completo da empresa e do sistema de abastecimento de água e esgoto de Manaus. De posse dessas informações o prefeito terá condições de saber se pode ou não romper o acordo de concessão com a Manaus Ambiental sem o risco de haver altas indenizações.

Entretanto, em suas últimas entrevistas, Artur Neto já considera como certa a quebra de acordo com a atual concessionária, mesmo que qualquer decisão só possa ser tomada depois de verificadas todas as possibilidades e riscos, inclusive, judiciais.

“A empresa que substituir a Manaus Ambiental terá que trabalhar esgotamento sanitário por galeria, e de jeito algum poderá dizer que, só em 2045 teremos 80% da cidade com esgoto, como estabelece o atual contrato. Vamos querer é 100% e muito antes dessa data. Vamos exigir da empresa que assumir, seja ela qual for, que aperte nos prazos e nas metas”, adianta Artur.

Depois de analisar os relatórios fornecidos pela própria concessionária, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Amazonas (Arsam) concluiu que há comprometimento de aproximadamente 23 quilômetros de tubulação de adutoras da rede de água da capital amazonense.

RECEPÇÃO

Segundo o engenheiro Sérgio Elias, a equipe da Comissão Especial de auditoria foi muito bem recebida pela diretoria da Manaus Ambiental. A empresa não teria colocado nenhum obstáculo ao trabalho da comissão de auditagem, pelo menos no primeiro dia. “Não colocaram nenhum empecilho, inclusive nos ofereceram um espaço muito bom, para que possamos trabalhar durante estes 60 dias”, confessa o presidente da comissão.

De acordo com o presidente da comissão, Sérgio Elias, o primeiro dia de trabalho foi mais para analisar as metas e os planos de ação para que, ao final dos 60 dias, nada fique sem ter sido verificado.

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