Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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PRAÇA HELIODORO BALBI

No Centro da cidade, árvore centenária da espécie mulateiro ‘deixa’ órfãos na capital

Sob a sombra deste mulateiro especial nasceu o famoso Clube da Madrugada e mais recentemente o projeto Jaraqui


02/09/2017 às 18:31

Uma árvore centenária da espécie mulateiro, fincada na praça Heliodoro Balbi, a praça da Polícia, no Centro, está morrendo e deixando histórias vividas sob a sombra dela apenas na memória de várias gerações de  amazonenses. 

Há uma semana um dos maiores galhos da árvore quebrou e despencou quase atingindo um casal de namorados, que estava no banco da praça em baixo da árvore. Por anos a imponente árvore foi referência no Centro histórico da cidade. “Foi no sábado, tinha um casal de adolescentes namorando. Eles correram espantados e com medo porque fez um barulho forte, mas não se machucaram. Ninguém sabe a causa, mas está cheio de cupins", contou o estudante Maxswuell Santos, 15.

O aposentado Raimundo Colares, 68, contemplava, na manhã de ontem, saudoso e triste o mulateiro que aparenta estar morrendo aos poucos. “Uma pena que uma árvore dessa esteja morrendo. Será que por falta de cuidados? Não sei, mas é uma tristeza, Lembro da minha mocidade, quando vinha namorar ou paquerar sob a proteção da sombra que ela proporcionava. Sem dúvidas, ela deixará a praça em luto”, disse. 

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É com sensação de órfandade, que a centenária árvore deixará  artistas, escritores, músicos  e intelectuais na capital amazonense. O cientista político e membro do projeto Jaraqui, Ademir Ramos, contou que foi “no pé da árvore’ que nasceu o Clube da Madrugada, na década de 1950, e, na década de 1970, o projeto Jaraqui. A árvore era considerada como ponto de encontro de discussões e reflexões. 

“Ali é um lugar temente. É um lugar de reflexão, foi ali que nasceu o Clube da Madrugada. Autores célebres como Farias de Carvalho, o saudoso senador Jefferson Peres e o poeta Ernesto Penafort se reuniam ali. Essa árvore e essa praça eram uma referência de academia na capital e no estado”, contou. 

Para Ramos é necessário investir mais no cuidado e conservação de árvores centenárias e cheias de história da capital amazonense, como as da na avenida Getúlio Vargas. “É uma das vias mais bonitas da cidade, as árvores, além de lindas e históricas, proporcionam sombra. Nós precisamos cuidar mais delas , disse. 

A CRÍTICA  entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas para questionar se árvore será retirada, se há risco à população, mas até o fechamento da edição não teve as ligações atendidas. O entorno da árvore está isolado com fitas. 

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