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Manaus
Paisagem urbana

Árvores ipês florescem e levam cor e beleza à paisagem urbana da av. Djalma Batista

São 315 ipês nas cores rosa e branco, por toda extensão da via, cerca de quatro quilômetros. Visual deve durar cerca de duas semanas 19/09/2016 às 15:19 - Atualizado em 19/09/2016 às 15:56
Vinicius Leal Manaus (AM)

Árvores da espécie ipê floresceram e levaram cor e beleza à avenida Djalma Batista, uma das principais vias da Zona Centro-Sul de Manaus. O florescimento vem acontecendo desde a semana passada e encanta quem passa pelo local. Mas a tendência é que o belo visual deixado pelas árvores dure pouco tempo - no máximo duas semanas, de acordo com a Rosemary Bianco, diretora de Arborização e Paisagismo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas).

 “Fica só uma semana florido (cada árvore), no máximo duas semanas. Ele (ipê) vai florescer, depois cair todas as flores e ficar seco. Aí depois começam a crescer as folhas novamente”, explicou Rosemary. “É bom informar às pessoas que elas (árvores) não vão morrer quando ficarem secas, vão depois se recuperar”, explicou Rosemary.

Bastante usada em arborização e paisagismo urbano, o ipê pode chegar entre 15 a 20 metros de altura, e tem como uma das suas principais características o florescimento em diversas tonalidades e em determinadas épocas do ano. As da Djalma são nas cores rosa e branco e florescem em agosto/setembro. “Contribui tanto para o efeito estético, é agradável de ver, quanto para dar sombra, dar qualidade de ar e de vida à população”, falou a dona de casa Samula Lankford, de 29 anos.

“Cada espécie tem uma fenologia, um período de crescimento, de florescimento e de produção de frutos. No caso do ipê é em setembro, quando também começa a primavera no Sul do país”, explicou Rosemary Bianco, diretora de Arborização e Paisagismo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas). “Essas árvores foram plantadas em junho de 2012, seguindo determinação do prefeito da época. Demos continuidade aos cuidados, com manutenção e adubação, e também alguns replantios, o que favoreceu no florescimento”.

Outras vias

Outras vias da capital também possuem ipês plantados, mas em diferentes épocas, como nas avenidas Manaus 2000 e Rodrigo Otávio, na Zona Sul, a av. Efigênio Sales, na Zona Centro-Sul, em trechos da av. Santos Dumont e Turismo, Zona Oeste, em partes da av. Max Teixeira, Zona Norte, e na rotatória do São José, Zona Leste. Entretanto, a Djalma é onde são encontrados os ipês mais “adultos”. “Nesses outros locais são ipês mais jovens, que vão demorar uns quatro anos para crescer. Aqueles da Djalma foram plantados já com mudas de três a quatro metros e por isso cresceram rápido”, disse Rosemary.

Nas calçadas da Djalma, ao invés do ipê, há espécies de pau-pretinho, mais adequadas para espaços de passeio público. A intenção é distribuir mais mudas de ipês por toda a cidade e também plantar árvores nativas, como o pau-pretinho e jutairana, o que foi feito nas avenidas da Zona Leste, como a Alameda Cosme Ferreira e a Autaz Mirim, a Grande Circular. “O problema é que ali o índice de depredação é muito grande. Na Autaz Mirim já plantamos mais de dez vezes desde 1998”, lamentou Rosemary.

O plantio das mudas de ipê na avenida Djalma Batista foi feito com financiamento do Fundo Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDMA), que possibilitou a aquisição das mudas e a preparação do solo para o procedimento. Atualmente, os ipês plantados já estão disseminando sementes, o que permite a coleta para produção de novas mudas da espécie.

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