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Saúde

As leucemias, tumores no sistema nervoso central e os linfomas são um risco infanto-juvenil

Doença é considerado a primeira causa de morte (7%) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos 23/11/2016 às 05:00
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Câncer infantojuvenil é a principal causa de morte, por doença, em pacientes de 1 a 19 anos.Foto: Arquivo
Kelly Melo Manaus

Manchas roxas pelo corpo, náuseas, vômitos, fraqueza repentina, febre prolongada e sangramentos podem ser um alerta para uma das doenças que mais matam crianças e adolescentes no País: o câncer infantojuvenil. Ele é considerado a primeira causa de morte (7%) por doença entre crianças e adolescentes de  1 a 19 anos. As leucemias, tumores no sistema nervoso central e os linfomas são os que mais frequentes nessa faixa etária.

A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que cerca de 12.600 casos novos de câncer em crianças e adolescentes devem ocorrer no Brasil, em 2016 e em 2017. As regiões Sudeste e Nordeste apresentarão os maiores números de casos novos, 6.050 e 2.750, respectivamente, seguidas pelas regiões Sul (1.320), Centro-Oeste (1.270) e Norte (1.210).

Por isso,  para conscientizar sobre os sinais, os sintomas e alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, hoje em todo Brasil é comemorado o dia Nacional de Combate ao câncer infantojuvenil.

Preocupados com essa estimativa, a diretora do Grupo de Apoio à Crianças com Câncer no Amazonas (Gacc-AM), Joice Loureiro, destacou a necessidade de se divulgar cada vez mais ações voltadas ao combate da doença, uma vez que o índice de cura chega a mais de 70% dos casos. “Esse dia é importante para lembrarmos que o câncer tem cura, se diagnosticado o mais breve possível.  Em setembro, quando comemoramos o Setembro Dourado (alusivo ao câncer infantojuvenil) realizamos diversas atividades para divulgar o que é a doença e como combatê-la e isso não pode ser diferente, nesse momento”, explicou ela.

O Gacc é uma instituição sem fins lucrativos que atua como casa de passagem para pacientes que vêm principalmente do interior do estado e até do exterior, como de países como a Venezuela e a Guiana Inglesa. Atualmente, o grupo possui mais de 650 crianças cadastradas que ficam acolhidas no espaço o tempo necessário para realizar o tratamento contra o câncer.

Por mês, a instituição chega a realizar mais de 3,3 mil atendimentos e auxiliar o paciente não só na moradia temporária, mas também com o transporte para o hospital, alimentação e até na assistência social. “Hoje o Gacc possui três assistentes sociais, duas nutricionistas e duas psicólogas. Além disso, também mantemos duas oncologistas para acompanhar os nossos pacientes”, explicou  a diretora assistencial.

 

Tratamento precoce
De acordo com especialistas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo nos últimos anos. Hoje, aproximadamente 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados e a maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

A médica hematologista da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam), Cinthia Alburqueque, destacou que embora as leucemias sejam mais frequentes na infância e adolescência, a doença pode ser revertida sem a necessidade de transplante. “A porcentagem de cura é alta se o diagnóstico for feito o mais cedo possível e a pessoa seguir o tratamento adequadamente. O acompanhamento dura cerca de três anos e por mais 10, o paciente faz o controle da doença e poderá ter uma vida normal”, afirmou.

Cinthia Albuquerque -  Hematologista
 Essa neoplasia (leucemia) é a mais comum na infância, principalmente entre 1 e 9 anos. Geralmente ela ocorre de forma aguda, mas não existe uma causa definida para o desenvolvimento da doença. O importante é que com o tratamento adequado, o paciente consegue controlar o câncer e muitas vezes sem a necessidade de realizar um transplante. Ou seja, as chances de cura são altas. Para manter a qualidade de vida, a orientação para o paciente é ter uma boa alimentação, comer alimentos bem cozidos, evitar conservantes, locais abertos e aglomeração de pessoas para diminuir os riscos de contaminação.

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