Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019
CENTRO DE MANAUS

Fim de semana no Centro de Manaus é marcado pela 'calmaria'

As ruas, movimentadas pela grande presença de consumidores atraídos pelas inúmeras lojas de segmentos variados, ficam desertas no fim de semana



Eduardo.JPG Rua Marechal Deodoro, uma das mais movimentadas, domingo fica com poucos movimentos (Foto: Gilson Mello/Freelancer)
16/04/2017 às 05:00

Quem vai ao Centro de Manaus nos fim de semana, principalmente no período da tarde, não deixa de perceber a mudança que aquela área experimenta. As ruas, outrora movimentadas pela grande presença de consumidores atraídos pelas inúmeras lojas de segmentos variados, ficam desertas, sem nenhuma atratividade que chame a atenção da massa.

A calmaria reina quase que absoluta e só é quebrada onde há os famosos bares do Caldeira, Bar do Armando e Jangadeiro, além das feiras de Artesanato, da Manaus Moderna, da Banana e do Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Mesmo assim, a área não parece em nada com aquela que é vista no dia a dia com uma multidão de gente correndo de um lado para o outro.



No domingo, os ambulantes e camelôs somem das calçadas e a maioria das lojas do centro comercial não abrem. Contudo, há quem vá ao Centro para fazer compras, motivado justamente pela quietude desse dia. É o caso da serviços gerais Sandra Campelo Batalha, 40. “É calmo e tranquilo, bom para fazer pesquisa, mesmo muitas lojas não abrindo”, garante ela.

A telefonista Cláudia Reane Souza da Silva, 30, aproveita que os pais trabalham próximo ao Centro para ir com eles comprar peixe nas feiras daquela região. Conforme ela, que é moradora da Zona Norte, o programa é excelente para ser feito domingo. “Não é sempre que fazemos isso, mas de vez em quando viemos juntos para comprar peixe e ficar admirando o rio (Negro)”, disse.

Para muitas pessoas, o Centro está carente de atratividade nos fins de semana, sendo uma tristeza levando em conta os monumentos e praças históricas que existem na área. “Este Centro era para ser ainda mais agitado nos fins de semana. Temos tantas coisas bonitas por aqui. Os prédios, as praças, o Teatro Amazonas, o mercadão e os barcos”, declarou a universitária Mariana Pereira, 24.

Além disso, a estudante destacou que as pessoas não se sentem seguras para ir ao Centro quando ele está deserto, pois se tornou uma área perigosa. Ela defendeu uma grande revitalização no Centro para torná-lo num verdadeiro ponto turístico não só para os turistas que visitam a cidade, mas também para os próprios moradores, afinal, além dos prédios históricos, há o grande rio Negro para chamar a atenção das pessoas e tudo isso pode proporcionar bons momentos.


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