Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
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Dia da mulher

Coletivos feministas protestam contra feminicídio e reforma da previdência

Indígenas e a mãe da soldado PM Deusiane Pinheiro, morta com tiro na cabeça em 2015, estavam entre as participantes do ato 8M, nas ruas do Centro de Manaus


08/03/2019 às 19:51

Cerca de 43 coletivos feministas se reuniram na tarde desta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, para pedir o fim do feminicídio e demonstrar a insatisfação após a elaboração da Proposta de Emenda Parlamentar (PEC) 06/19, a Reforma da Previdência, proposta pelo presidente Jair Bolsonaro. O Ato “8M” ganhou as ruas do Centro de Manaus, com início pela Praça da Saudade, onde seguiu em caminhada até a Avenida Eduardo Ribeiro.

Gleice Oliveira, coordenadora do coletivo de mulheres no ato 8M, argumentou que a cada 13 minutos, uma mulher é morta no Brasil. “Esta estatística tem que mudar. Mulheres não podem morrer assim. Hoje nosso protesto tem dois pontos principais: o fim do feminicídio e a reforma da previdência”. A PEC 06/19 aumenta em dois anos a idade mínima exigida para aposentadoria, no caso de trabalhadoras da área urbana e, em cinco anos, para as mulheres de área rural.

“Nós somos a primeira morada da humanidade. Somos a vida. Merecemos respeito e mais segurança. Essa violência contra a mulher tem que acabar. Esse é o primeiro ato de muitos. Essa manifestação está engajada com manifestações do mundo todo”, complementou Gleice Oliveira. A organização não divulgou o número de presentes. O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) orientou os condutores que trafegavam nas proximidades.

"Não queremos rosa. Queremos paz"

Mulheres indígenas também integraram a manifestação. A cacique Bia Kokama, 44 anos, compareceu ao ato para pedir respeito aos povos indígenas. “Quero melhorias ao povo indígena, e um basta à violência contra as mulheres. O poder público pouco tem feito. Marielle foi morta e até hoje os culpados não foram presos”, declarou. Para as próximas gerações, Kokama deseja que a luta continue. “Que essa luta nunca acabe. Minha filha é a segunda cacique, e tenho certeza que ela continuará lutando pelos nossos direitos”, complementou.

Bria Kokama. Foto: Junior Matos

No dia 1º de abril de 2015, a soldado do Batalhão Ambiental Deusiane da Silva Pinheiro, 25 anos, foi morta com um tiro na cabeça, na base flutuante do batalhão. A mãe da vítima, Antonia Assunção da Silva, 54 anos, presente ao ato 8M, prometeu não deixar história da filha cair em esquecimento. “Estou lutando por justiça. Hoje estou aqui por todas as mães que se sentem injustiçadas. Não queremos rosas, queremos paz. A minha filha não tem mais voz, porém, eu serei a voz dela”, disse emocionada.  

Ato político

Presente na manifestação, o deputado federal José Ricardo (PT) reiterou a oposição à Reforma da Previdência proposta pelo presidente. “As mulheres são as mais prejudicadas com a reforma. Isso não pode acontecer. Hoje não é dia de campanha política. Mas de manifestar que todas as mulheres merecem respeito e dignidade”, declarou o deputado federal eleito.  

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