Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Manaus

Asfalto novo das avenidas Djalma Batista e Constantino Nery retém mais água

Motoristas notaram que grossa camada que recapeou os dois principais corredores Norte-Sul custa secar após chuvas



1.jpg Nas proximidades da Arena da Amazônia, na avenida Constantino Nery, o espelho d’água depois da chuva reforça a preocupação dos motoristas com o serviço
30/11/2013 às 08:26

Executadas por empresas diferentes, a pavimentação das avenidas Djalma Batista e Constantino Nery apresentam algumas diferenças visíveis a olho nu. Na quarta-feira, a equipe de reportagem passou pelas duas avenidas durante a chuva fina que caiu na cidade.

Aparentemente mais grosso, o asfalto da avenida Constantino Nery apresentava pontos de maior retenção de água ao ponto de refletir a luz e a imagem dos pneus dos carros. Além disso, em alguns pontos é possível ver farelos de asfalto, principalmente no sentido Centro-bairro, na altura dos bairros Alvorada e Chapada, Zonas Centro-Oeste e Centro-Sul, respectivamente. Em todos os casos, a reportagem considerou apenas a parte onde o asfaltamento já foi concluído. Apenas alguns trechos ainda estão em fase de conclusão e estão localizados próximo ao canteiro central, principalmente próximo ao cruzamento com a Boullevard Álvaro Maia, onde, segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) o trabalho será reforçado por ser corredor do BRS (Bus Rapid Transit). A obra faz parte do segundo lote e é executada pela Construtora Soma LTDA, vencedora da licitação no valor de R$ 65.722.215, que compreende também a pavimentação das avenidas Torquato Tapajós, Max Teixeira e Noel Nutels.

Na avenida paralela, a Djalma Batista, que faz parte do primeiro lote de obras de requalificação viária, não há trechos com retenção de água. No local estão em andamento os serviços de reconstrução de meio-fio tanto do canteiro central quanto das calçadas, que serão alargadas para três metros. O projeto é executado pelo consórcio Manaus Etacom, responsável pelo asfaltamento das avenidas Lóris Cordovil, Pedro Teixeira e Dom Pedro I, no valor de R$ 40.870 milhões.

O taxista Adalberto de Souza Soares, que passa com frequência pelo local, afirmou que já percebeu uma certa diferenciação nos asfaltos usados nas duas avenidas. “Fica um pouco mais de água na Constantino Nery quando chove”, disse.

O ciclista Eduardo Conceição Chaves, que utiliza as vias para ir e voltar do Centro, onde estuda, afirmou que na Djalma Batista percebe uma “compactação maior” do asfalto. “O barulho do pneu é diferente. Dependendo do dia, escolho trajetos diferentes, mas sempre passo pelas duas vias”, disse.

Obras

As 15 avenidas contempladas com o recapeamento estão divididas em cinco lotes. A pavimentação completa deverá ser concluída até 31 de dezembro, segundo a Seminf. A exceção é a avenida Autaz Mirim, que será entregue com 60% da pavimentação até o fim do ano. O recapeamento completo da avenida será concluído em abril. O prazo é fruto de um acordo firmado entre a Prefeitura de Manaus e as empresas de engenharia ganhadoras da licitação.

Saiba mais

O acordo firmado entre a Prefeitura Municipal de Manaus e as empresas que executam obras de pavimentação no Quadrilátero da Copa do Mundo do ano que vem para entrega do serviço até o final do ano é para que os demais serviços possam ser executados até o mês de abril de 2014.

Serviços Entre as ações de revitalização da cidade de Manaus que deverão ser entregues no ano que vem estão as obras de acessibilidade, mobilidade, requalificação de calçadas, sinalização vertical e horizontal - com placas de identificação em português e inglês - e ciclovias em algumas vias.

Em números

R$ 200 milhões. É o valor que contempla o asfaltamento de 15 avenidas no entorno da Arena da Amazônia, Centro, Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e Parque Ponta Negra. A obra está sendo feita com recursos do Tesouro Municipal e da Caixa Econômica Federal.

Prefeitura recupera outras vias

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) também tem realizado recapeamento de avenidas com mão de obra e recursos próprios. A avenida Rodrigo Otávio, na Zona Sul, por exemplo, é uma das vias tocadas pelo próprio município. No local, principalmente no trecho após o Complexo Viário Gilberto Mestrinho, até o Centro de Convenções Canaã, da Igreja Evangelica Assembleia de Deus vários buracos podem ser encontrados.

Os que estão no meio da via, mostram que o asfalto não é tão grosso quanto o utilizado nas vias do Quadrilátero da Copa. Nas proximidades da entrada da Ufam, principalmente no sentido Japiim, é possível observar ainda ondulações e falhas no pavimento.

As avenidas Professor Nilton Lins, Ephigênio Salles, André Araújo, Getúlio Vargas, Joaquim Nabuco, Dona Otília e Domingos Jorge Velho, entre outras, também estão pavimentadas com recursos da própria Prefeitura, segundo informações da Seminf.


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