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Asprom inicia movimento para criar novo sindicato de professores em Manaus

Em manifestação, realizada nesta quarta-feira (15), associação aproveitou a data comemorativa ao Dia dos Professores para iniciar uma série de encontros 16/10/2014 às 11:48
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Na praça Heliodoro Balbi, professores promoveram protesto pelo não pagamento da Horta de Trabalho Pedagógico
acyane do valle Manaus-AM

A Associação Movimentos de Luta dos Professores de Manaus (Asprom) está convocando a categoria para discutir e aprovar a criação de um novo sindicato, abrindo uma dissidência na entidade existente hoje e que representa os educadores, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).

O segundo encontro sindical para tratar da fundação do novo sindicato está marcado para o dia 8 de novembro, às 16h30, na igreja São Bento, na Cidade Nova, Zona Norte, próximo ao Terminal 3, e vai acontecer no mesmo mês em que ocorrerá a eleição para a diretoria do Sinteam. Em panfleto distribuído ontem, a Asprom informa que, no dia do encontro, será realizada uma feijoada com o objetivo de arrecadar recursos para “subsidiar a construção e fundação do novo sindicato dos professores” e discutir propostas para as campanhas salariais dos professores no próximo ano.

“Como o atual sindicato não tem mais lutado por nós, está atrelado aos grupos políticos, estamos propondo a fundação de uma nova entidade”, disse a professora Simone Tavares, que faz parte da Asprom. O novo sindicato representará somente de professores e pedagogos de Manaus. Não serão incluídos os funcionários administrativos, que já fazem parte do Sinteam, conforme Simone. “Queremos resgatar a base para a luta de classe”, acrescentou.

A CRÍTICA tentou falar com o Sinteam a respeito do assunto, por meio dos telefones listados em seu portal – 81XX-XX40 e 32XX-XX04 -, mas as ligações não foram atendidas.

MANIFESTAÇÃO

Os membros da associação realizaram uma manifestação na manhã de ontem, na praça Heliodoro Balbi (praça da Polícia), no Centro, Zona Sul, para aproveitar o Dia do Professor e repudiar as políticas salariais e institucionais dos governos estadual e municipal em relação ao trabalhador da educação.

Uma das queixas se relacionou ao não pagamento da segunda parcela do reajuste salarial, fixado em 4,39%. A Secretaria de Estado de Educação esclareceu que o Projeto de Lei aprovado pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em maio, garantiu o reajuste de 10% à categoria sendo a reposição salarial imediata de 5,67% e reestruturação da carreira com reajuste de mais 4,33% a partir de janeiro de 2015. Com o aumento estabelecido em maio, o salário do professor de 40 horas passou de R$ 2.965,37 para R$ 3.133,51, ficando entre os nove maiores do Brasil. A partir de janeiro, com o pagamento do percentual de reajuste de 4,33%, o salário passará para R$ 3.269,19. Para a Seduc, o salário pago aos professores do Estado está bem acima do piso nacional, de R$ 1.697,00.

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