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Manaus
‘MONSTRO’

Assassino da menina Jhuliany é condenado a 42 anos e seis meses de prisão em Manaus

Francinaldo, o “Monstro do Beco Jeri”, estuprou, estrangulou até a morte e ocultou o corpo da vítima, de 7 anos de idade, em junho de 2016. “É muito pouco para quem tirou a vida de uma criança”, disse a mãe da menina 23/05/2018 às 15:18 - Atualizado em 23/05/2018 às 15:28
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Foto: Joana Queiroz
Joana Queiroz Manaus (AM)

Quarenta e dois anos e seis meses de prisão para o “Monstro do Beco Jeri”. Essa foi a decisão do conselho de sentença da 3ª Vara do Tribunal do Júri, em Manaus, para Francinaldo Marialva Pereira, o “Naldo”, 27, por ter estuprado, estrangulado até a morte e ainda ocultado o corpo da menina Jhuliany Souza da Silva, de apenas 7 anos, vizinha dele, assassinada em junho de 2016, no bairro Novo Aleixo, Zona Norte da cidade.

O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (23) no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus, e foi presidido pelo juiz Adonaid Abrantes, com acusação do promotor de justiça Rogério Marques e a defesa feita pela defensora pública Carolina Santos. O réu, inclusive, já havia confessado a autoria dos crimes: homicídio qualificado quatro vezes, homicídio por asfixia, dissimulação, estupro de vulnerável e ocultação cadáver.


Familiares da menina Jhuliany (Foto: Joana Queiroz)

Hoje, em frente ao corpo de jurados, o “Monstro do Beco Jeri” confessou novamente a autoria do crime, alegando que estava sob efeito de drogas e que não lembrava muito o que aconteceu. Em nenhum momento, Francinaldo demonstrou arrependimento e disse apenas que não sabe onde estava quando cometeu o crime.

Vestidos com camisetas brancas estampadas com a imagem da menina Jhuliany, familiares e amigos da vítima compareceram ao julgamento pedindo por justiça. A mãe da menina, na saída do julgamento, afirmou que o assassino da filha dela merecia pena de morte. “Pena que no Brasil não tem (pena de morte). Quarenta e dois anos é muito pouco para quem tirou a vida de uma criança”, disse, emocionada, Lucenilda Souza da Silva, 40. Questionada se conseguia perdoar Francinaldo, Lucenilda disse que não. “Não consigo. Nossa vida acabou. A gente vive porque tem que viver. Mas ela está num melhor lugar, ele era um anjo. Eu espero que ele apodreça na cadeia”

A pequena Jhuliany, de 7 anos, foi estuprada, assassinada por asfixia e teve o corpo ocultado em junho de 2016 em Manaus. Ela ficou desaparecida durante dois dias, após ter sido levada por Francinaldo da porta da casa dela, rua Jeri, bairro Novo Aleixo, Zona Norte, na tarde do dia 10 de junho de 2016, por volta das 12h30. O corpo da menina foi encontrado enterrado dois dias depois, em 13 de junho, no quintal de uma residência vizinha à residência da família.


Ao ser preso, em 2016 (Foto: Joana Queiroz)

Em coletiva de imprensa da Polícia Civil após ter sido preso, quatro dias após o crime, em 2016, Francinaldo se dizia arrependido e que merecia ficar 20 anos em isolamento. “Depois de tudo que eu fiz, me considero um monstro”, disse à época. Ele contou detalhes do homicídio, disse que tudo aconteceu por volta do meio-dia. Ele estava só em casa, abriu o portão da casa e, quando olhou para rua, viu a criança parada na frente da residência dela.

“Eu estava drogado. Sei lá o que aconteceu. Me deu uma doideira e a chamei (Jhuliany) lá pra casa”, contou Francilnaldo. “Eu a matei enforcada com as mãos, ela não chorou e nem gritou. Quando vi que ela estava imóvel, baixei a roupa dela. Foi rápido porque fiquei nervoso. Só trisquei e tirei”, afirmou, alegando não ter estuprado a criança. Naldo contou ainda que esperou aproximadamente cinco minutos para que a menina voltasse a si, mas, como isso não ocorreu, ele pegou uma enxada, abriu uma cova rasa e enterrou o corpo.

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